Tecer-me livremente por palavras, gritos sentidos, choros que não calei, declarações por fazer, versos que li, coisas assim...
Entre
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Quantas guerras terei de vencer...por um pouco de paz
Este ano estou realizando uma experiência diferente e um pouco mais técnica, que é postar a carta aqui, para ter testemunhos latentes sobre a coisa escrita, ou melhor, o tempo vivido.
Pois sendo assim, sem fazer pontuações sobre fatos específicos e nem apontando nomes ou situações, queria trazer a tona um diálogo tranquilo, pois é assim que me sinto neste exato momento.
Pensei neste ano que realizaria grandes coisas, estaria em lugares mais calmos e encontraria pessoas menos mal intencionadas. Pois não foi bem isto o que aconteceu e desde o início este foi um ano tenso e preocupante. Tive um cem números de desgastes físicos, um zilhão de brigas, muitos desencontros e algumas despedidas que de certa forma ainda deixaram feridas. Também quebrei algumas marras, travei embates perdidos, reencontrei as forças em momentos em que cheguei aos extremos dos meus limites, e ainda que de arrasto, me pus a prova e passei por eles. Falei coisas bonitas a quem não merecia, finalizei relações que não eram mais minhas.
Também me preocupei com imagens que fiz do que eu não queria mais ser, falei bobagens, magoei amigos, gritei, me zanguei, chorei menos, fui menos compreensiva e não joguei na loteria.
Conheci pessoas incríveis, umas delicadas, outras ranzinzas, todas me mostrando coisas que não sabia que existiam, todas me alertando para um mundo menos egoísta e me libertando um pouco das minhas dores sem sentido.
Conversei em voz alta com o céu a noite, falei com estrelas, perguntei sobre o futuro, me chateei com alguns silêncios, e por alguns longos dias me senti extremamente sozinha.
Voltei a fazer coisas que não me davam prazer, mas também fiz coisas que me deixaram em êxtase, como uma viagem de férias para um lugar que me trouxe a paz de espírito que tanto eu procurava, acompanhada por uma grande e doce amiga, deixei que planos e ideias me consumissem, beijei sorrisos, acariciei e alimentei sonhos, brinquei com o que era improvável, amei o que me deixava viva, reconheci o som do coração de alguém que chegou, fiz sexo com amor, registrei minha vida, me acabei em festas, em paixões retribuídas, eu amei e amando fui amada...
Este ai foi meu ano, entre um abraço não esquecido, uma lembrança marcada, uma despedida que nunca ocorreu, umas saudades doloridas, algumas canções chorosas, alguns encontros em noites frias, alguns pensamentos perdidos, alguns soluços abafados, algumas procuras que não deram em nada, alguns encontros que valeram pelo todo...
Fiquei mais calada, mais segura, um pouco ausente, mais dependente, mais consolável, mas calma, porém densa...A agora eu vou novamente e é capaz de demorar... mas eu volto ainda.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Meu guri
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Folha...
Queria ter-lhe desenhado, decorado... mas minha displicência nunca a agradou e ela se fecha ainda mais, me exclui de si, e eu continuo tentando seduzi-la. Mesmo assim ela me reprime, me cobra zelo e responsabilidades... Eu quero lhe dizer que só a desejo algumas vezes mas ela não me entende, e egoísta como é, chama minha atenção, só pra que eu olhe pra ela, mas desfaz de mim, pois sabe que preciso tanto dela... Então que ela se joga a minha frente e fica planando, serena e perene...teus olhares me rasgam inteira, eu a quis de qualquer maneira...
Agora tenho uma taça de vinho e um cartão... ela continua intacta, sei quero fazer-lhe uma loucura e ai esta ela, varada de minhas inconsequentes reações. Levantei-me na madrugada, tudo em mim ardia, risos e poesia, choros e soluços, frases e lembranças, saudade e insensatez. Era ele de novo, eramos nós naquele passado confuso, ela me secou esta noite, meu espírito, por fim, se aquietou.
Eu sei que me zomba agora...me acha fraca, mas quero a de novo, fora de mim, me tirando as feridas, me afogando em loucuras, me deixando a carne viva.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
era onde eu queria estar
Estou fresca ainda
Minha expedição pra dentro de mim expirou
Por que não vê se me traz de volta
Expirou meu acaso, minha absorção
Não sei mais que fazer do verso
meu corpo se arregalou todo
Quero ficar no seu cantinho
Me conversa e me presume
Faz um pouco mais de mim, me afoga naquele carinho...que estou tão seca
Refresca meu sentido, diz que tudo vai estar bem
Inda que seja por um instante
Acaba com este mal estar de instinto
Por que já estou é muito viciada
Ele tem uma cara medonha
Eu sei que não pode afastá-lo de mim
Mesmo assim eu vou esperar que você tente
Este não era o lugar pronde eu queria ir...
Me leve pra casa, me arrasta
Sossega minha vida, meus olhos, meu sorriso
Está tudo tão tenso
Alivia meu fogo, minhas surras, minhas brigas
Estou voltando pra casa me espera com teu chá quente
me bote entre teu gosto, teu cheiro, teus pelos
me leve, Pegue esta alma meio enlouquecida
prepare-a pra teu leito
hoje só quero teu peito
amanhã eu volto pra luta
mas hoje minha batalha será contigo...
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Cheiro de terra
Corremos o risco de chorar um pouco quando nos deixamos cativar
A cada ausência me perdia aos poucos
E te pedi, pedi coisas em demasia
Pedi por noites que não poderiam ter sido minhas
Chamei por alguém que estava só de passagem
como uma falsa paisagem
Eu quero deixar minhas mágoas de lado
Nossas sombras, aquele velho passado...
Esperei por um milagre
Devo lhe dizer já estou indo também
Sem enlouquecer e apenas triste
Espero por tanto que você esteja bem
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Minha rixa contigo
Todo espalhado, vestida sem zelo, pensamento avoado
Tropeço no meu desejo
Não digo que estou
Falo do meu humor,
Esqueço de mandar recados
Acho que te gosto de novo
Depois ignoro, só pra te ver sentindo minha falta
E quando pedir por mim
Eu volto, volto sim
E sempre é como se eu não tivesse ido mesmo
Não posso com estas tuas bobagens
Horários marcados, dias anotados
Eu não posso
Não gosto das tuas besteiras
Não me diga o que fazer
Não me deixe adormecer
Se me mandar flores, eu vou te amar minha vida inteira
Inda que pense o contrário
Cumpro minha palavra
Se lhe prometi, cumprido estará
Mas deixe estas besteiras
Não me fale de qualquer jeito
Pois eu posso responder
Dependerá do meu humor, que você...
nunca virá reconhecer
Não se perca em meus olhos...
que eu não vou te deixar se reencontrar
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Retorno
Fiquei meio em pânico estes dias, precisava escrever, mas qualquer coisas em mim mesma me impedia...A escrita, ao que sempre entendi, era algo que me era tão natural... e pelos primeiros dias em minha vida, nada saiu de mim, nem um montinho de palavra, nem um xingamento precário, nenhuma provocação...
Estou entendendo as coisas, reformulando as respostas, lavando as louças internas, preciso ter força pra dizer muitos nãos, e isto desviou e desviará minhas energias.
Estou retomando não tão bonita, nem muito integra... mais velha, diversa e talvez um pouco menos displicente.
Botando uns pontos finais aqui, jogando as sobras de representações farseadas acolá. Não digo que se tornou menos fácil me enganar agora, nem que estou plenamente refeita, não estou mais romântica, nem mais crente...
Estou é bem menos dolorida, não tenho mais tantos garranchos, nem preciso mais me apegar as sobras de outrem.
Estou é menos farta, vivendo em carne viva, minha voz está arranhada, minha frase imprecisa, mas meu pensamento voa ... este devia ser o meu plano, apenas me reconhecer regrada e insegura. Mas sem contar mais minhas mágoas, estranho é viver sem elas agora... me sinto leve e serena... uma mulher pequena e torta.
Mas encantada... eis me aqui...apenas um montinho de mim, o resto eu guardo pra outra hora. O fato real é que não me contenho ainda..
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
concentração
Respirar fundo diante de provocação
E farei de tudo pra depois não ter de alegar legitima defesa
Prometo pra satisfação alheia aceitar os convites
Falar mais sobre quase nada
Manter meus dentes a mostra
Agradecer aos serviços que eu mesma prestei
Não ter nenhuma taque cardia em público
não suar frio diante de conversas sem futuro
Manter a postura diante de gente egocêntrica e com dificuldades com sua própria identidade, como por exemplo invenções e sua propria introdução de outras classes sociais...(outro dia explico)
Prometo explicar as coisas com mais zelo, tentarei ser mais persistente com coisas e com as pessoas e mesmo que tudo isto me incomode não vou deixar nada pela metade...
Bom, mas por que raios estou dizendo estas coisas todas, se nem é final de ano ainda????Estranho...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Mudaram as estações
Falando manso, cabendo certinho entre meus seios
Respirando pequeno
Eu te gostava assim, do teu corpo grande me pesando
Dos teus passos certos pelo quarto
Do teu cheiro, do teu amasso
Eu te gostava bem assim, todo confuso
Ainda que não cumprisse o que dizia
Me dando esperança que em algum momento seria diferente
Eu te queria assim daquele jeito
Contando piada de doido, rindo a tôa
Escorregando macio pelos meus vícios
Pelos meus olhos
Gostava do jeito que beijava
Gostava do jeito que vivia
Gostava do teu rosto enquanto comia
Gostava do jeito que que se enrolava em mim
Eu preciso te dizer que gostava até quando reclamava minha falta
Eu gostava de você sim um tantão assim...
Está tudo tão diferente agora.
sábado, 2 de outubro de 2010
Preta ouve-me
És linda, tua voz, tua pele...
Então por que chora?
Me construí pra ti, falamos em não morrer
Brincamos de luta
Então Preta vê se não chora
O mundo não era belo pra ti...
As pessoas nunca foram boas...
Não estremeça esta carne
Não abra ainda a guarda
Você ainda pode respirar diferente, não tomaram teus pulsos
Ainda que zombem dos teus planos.
Pode deixar seu coração acelerar
Mas não chore, bote aquele vestido de chita
Passa aquele batom que te deixa vistosa, bonita
Leve teu nariz espalhado, teu cabelo eiriçado,
Tua voz grave, serena, já se faz rouca
Cheirosa... mulher grande
Não chora
Não brinca de não ser de verdade...
Boneca de pano que se fere...
Pode apenas suspirar alto
Mas não chora não
domingo, 26 de setembro de 2010
leituras velhas
Esta semana estava lendo um livro chamado Muito longe de casa, e chorei no ônibus, mas fiquei feliz comigo, achei que minha sensibilidade não havia evaporado com as dores do dia dia a dia. Liguei pra alguns amigos, fui dançar a noite... não estou entediada hoje, apenas em paz...coisas simples acontecem...
Tem uma frase deste mesmo livro que é um diálogo entre o autor e sua avó:
"no céu estão todas as respostas e explicações para tudo: cada dor, cada sofrimento, alegria e confusão."
Olhei para céu hoje mas chovia... eu não sabia como conversar com ele. Mas senti que precisava reaprender... as coisas vão rolando, as vezes fico triste, me decepciono, vou ouvir o que o céu tem a me dizer, talvez seja melhor que as minhas simples explicações.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
de hoje em diante
Daqui pra frente sem você
Por que me saiu muito caro
O gostar pelo gostar
Esta brincadeira tão séria
De achar que não era sério
De achar por engano que você estava na minha
Fiquei mal humorada
Estou meio triste sim, mas não estou morrendo
Quero só mais alguns dias
Meu coração não vai estar refeito
Mas poderá ter condições de começar de novo
É isso
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Agora corro frouxa... me esqueci de que o céu era imenso...
Me esqueci que você dizia coisas que eram irreais...
Gostei de tê-lo acreditado, e agora que te imagino em um pouco mais de conforto, eu é que preciso de um ombro amigo pra continuar por mais alguns dias... Lá vai, acena de longe...
Me deixa entristecer apenas, vou estar melhor nas outras tardes...nas que virão.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
lembranças
Sei la de quem é tava escrito na porta do banheiro...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Miguel Cervantes
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
COEXISTINDO...
Estarmos coexistindo num mesmo espaço de tempo
Talvez eu condenada por leis astrológicas
Talvez você um insulto a minha condição de miséria
Eu reduzida aos nós dos acasos
Você fruto de uma alegria terna que tão bela me violenta
Por intermédio da razão que dita as coisas do mundo
Você me aparece assim, tão sem respeito a minha condição de corpo sem vida
Revelando tudo que vai desordenado
Denunciando a minha doença de ser incapaz
De dar um passo alem destes limites
Denunciando os desejos estranhos que mendigo de você
Um feitiço lançado ao bobo, impondo uma lei severa de estar viva
De estar quente,
Não quero ir alem disto
Toda a minha vontade é satisfeita
Assim que tua imagem se desenha a minha frente
Pois apenas teu sorriso pode ser melhor que meu nada
Você emana um calor agitado
Que perturba a minha pele
E como por mágica
Um pouco dos teus olhos faz brotar em mim
Uma doçura leve e pura
Mas foi pura coincidência, imaginação minha do teu cheiro, do teu gosto
Minha vida continua, menos sem graça agora
Você foi um minuto de paz em minha intima guerra
Mas como te manter seguro de minhas batalhas?
Amanhã quando o sol se por, minha terra será novamente bombardeada
E você uma lembrança viva de alguma fantasia minha
Que insistiu em não morrer
Com as flores,
Talvez não reste muita força para a escrita
Passei um pouco da conta
Porem hoje enquanto nem anoitece
Seja bom pelo menos o sonho,
E as cócegas que sinto por ter existido em você.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
foi em uma tarde
Apareceu teu sorriso e ele era lindo
Eu quase me perdi nele
Me chamou com os braços
Eu não te encarei
No fundo era por medo ou vaidade já nem sei
Nossa canção era agente rindo
E ela tocou por muito tempo
Nosso quadro era ficar nos amando pela tarde afora
Foi a maior poesia, a mais colorida,
Você em mim eu em você
eu rodei
A toalha amassada
A cortina fechada, você me embriagou
Não me disse adeus nunca
E eu não soube terminar o poema
Eu só chorei, se tivesse visto como
Me espalhei sobre o chão
Não mais me encarei
E ainda te espero
Como naquela tarde
De sol amarelo
Não sei se era a luz ou teu cabelo
Sei que parei no teu cheiro
Fiquei nas tuas mãos, presa do teu olhar
Olho a estrada, o vejo chegar
E agora eu sinto, Daria o mundo
Para ouvir nossa canção por mais alguns segundos
Hoje talvez nem seja mais possível como um sonho que não se realiza
Aprendi a ser breve, a dar adeus com as mãos
Mas eu fico atrás da cortina e desenho teu corpo no sofá
Te amo por horas depois me dou conta
Que é tarde e a distancia se fez presente, concreta
te levou de mim.
sábado, 4 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
E cidade concretando
Daquela música irritante nas padarias e lojas. Das árvores que mais se parecem prédios,
dos prédios que me lembram aqueles monstros gigantes que dão a impressão de que a qualquer momento vão criar pernas e sair caminhando... Ordenando o caos e fazendo as pessoas despertarem. É triste não me lembrar das flores, elas não aparecem aqui nem por desenhos nas paredes, e eu gosto tanto de flores... nem nas artes abstratas, nem na cabeleiras das moças, nem nos canteiros esquecidos e derrubados.
Eu lembro das pessoas que passam e nunca se olham, se esgueiram tortas e incômodas, pra nunca se tocarem, para de repente nem ter que se olharem...
Ai vejo algumas que se conhecem, se abraçam e se beijam, mas continuam correndo, não podem parar, ao final é como se nunca tivessem se visto, como se a vida não tivesse sido um pouco interrompida...
Tudo vai ruindo e cessando. Pessoas de mármore que saíram do asfalto se consumindo, se estripando, mas quem é que nota? Não é cena de um filme, ou a realidade virou cinema.
Eu vejo o sol se abrigando por entre os prédios cinzas. Eu queria mesmo era ter as flores... Eu já nem sei mais se eu as vi.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
tem dias que ...
Esqueci do tempo, levei multa, perdi o ônibus
Quase xinguei um moço
Fiquei puta
Sai correndo ouvindo os lamentos
Com a fome num bolso, um olho monco e o outro torto
Com a fé frouxa, cheguei no ponto...
Arranquei da garganta um obrigada que eu não queria dizer
Me senti traída, estava de mal humor e ainda tinha de ser polida
Meu peito ta inchado minha espinha inflamada
Faz tempo que não te vejo
Só escuto gente me espezinhando
Falando da minha roupa, do meu bocejo
Estou muito é fula, de toda esta vida,
de gente mal comida, que cuida do que não tem
Estou cansada de achar que alguém se importa
Eu quero que você saia da minha porta
Não fale do meu cachorro
Não faça piada da minha desgraça
Por que não sou obrigada a dar risada
E se ficar me lanhando te pego lá fora...
Por que se eu for artista eu quero o meu cachê
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
insustentável
Tenho pensado muito nisto nos últimos dias...
Ainda não tenho certeza de mim, e se me perguntam disfarço, pois não tenho uma resposta muito clara...
Gostaria mesmo que a vida fosse como uma cena de um filme, com tudo se enquadrando, fazendo sentido, e mesmo que o momento não seja dos mais belos, ao final está tudo arranjado...
O fim ainda não está tão próximo... meu filme está engasgando no projetor....
sábado, 7 de agosto de 2010
dias nublados
não sei mais se o que faço ou digo tem parâmetros
estou confusa, amigos, não aceito a realidade ...
desisti e me comparo ao que crítico, tão facil sair de cena quando não se tem argumentos...
não sou a mulher forte que alguém acreditava...
sinto muito por lhe ter decepcionado. Vim refletindo minha farça, queria estar contente, ter feito alguem feliz, sou ridícula, não se pode fazer alguem feliz... posso apenas dar os bons motivos... eu não consegui.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
abraços
eu não a podia curar...
queria que ela tivesse me curado.
Agora Me pergunto se entendeu.
estou tão triste...
as pessoas grandes são muito complicadas pra mim.
Ninguém me fez sorrir como você...
É difícil entender quando temos de acordar de um sonho, mesmo por que é este sonho que nos protege das dificuldades do mundo.
Eu não sabia mais como era uma vida sem você...sem uma idéia de você, mas eu sei que agora é preciso que eu aprenda...
Tenho muitas saudades ainda e com o tempo sei que não vou me lembrar mais do seu rosto...tenho uma idéia de você, e mesmo que não seja de todo verdade vou ficar com ela dentro de mim por um tempo...
Você foi minha mais bela história, e nem tudo é muito calmo agora, tenho dores no peito e ainda choro um pouco, quando espero...
Existiu uma razão para meu coração transformá-lo em uma grande saudade, eu queria me fazer presente em qualquer lembrança tua, apaguei teus recados, estou te apagando de mim, mas não é tão fácil, deveria haver um botãozinho pra me arrancar esta tristeza que dói feito ferida, eu não tenho mais o tempo do mundo...
Devolva a minha paz de espírito...
Eu não estou preparada para uma despedida, estou arrefecida... Perdi muito da toda aquela esperança, meus sonhos estão bem mais modestos e já não faço mais pedidos a Deus. O filme esta desbotando, nada é fácil, eu não sei por que você fugiu, e consigo entender, o nosso amor foi algo desonesto, pra ser sincera nem foi real...
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
agente ...
e agora, até por anos...
Eu sei que se te deixar invadir meu jogo, irá roubar minhas peças novamente...
As vezes acho que não tem pudor em lesar minhas rodadas...
Ja devia ter saído da mesa ou te dado o troco...
Seu texto inteiro não faz sentido, só teu corpo, teu cheiro...
é como diz o poeta "os corpos se entendem mas as almas não... Manuel Bandeira"
Vou indo amor... quem sabe agente se esbarra em alguma outra paisagem...
eu sei, mas não devia...
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti, extraido do livro "Agente de acostuma", editora Rocco- Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
"Ele me deixa um bocado pensativa... eu não queria ter me acostumado... mas onde é o meu limite?"
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Falando das minhs coisas... as próprias e as dos outros
Sou uma apaixonada e quase o tempo todo, não esqueço muito fácil, mas me adapto a falta e não tenho medo de viver mais um dia...
Gosto de confidenciar meus segredos com amigos muito íntimos como se isto fosse um selo de confiança... Não confio muito em boa parte das pessoas, isto tem impedido muitas decepções inúteis e provocado outras um tanto mais desastrosas...
Falo da vida quase chorando, relembrando amores passados, bebendo alguns copos de cerveja, ouvindo uma canção triste, digo que não quero ficar entediada...Posso dançar uma noite inteira, fumar alguns cigarros, levar alguém pra cama, me sentir como uma deusa...
Falo e espero atenção de algumas pessoas. Não quero atenção quando danço, as vezes nem quando falo...Gosto das leituras subversivas e de conversas sobre a vida...Falo de amor, de filosofia, das controversias, dos apelos mal sucedidos, de musicas e de filmes, sobre a criação da vida, de um mundo ideal, pretendo não perder minhas vulneráveis esperanças, mesmo que as vezes meu coração pareça se perder na minha contraditória calmaria...Faço coisas que me surpreendem, e que muitas vezes não acreditava que tivesse coragem pra fazer... e estas coisas podem ser tão boas quanto ruins. Gosto do novo, do inesperado...
Gosto do cheiro das pessoas corajosas, gosto do sorriso e da esperança dos humildes, da paz de espírito das crianças. Quero como espelho, alguém que viva de bom humor (geralmente tais pessoas, são seres de surpreendente inteligência) e conte anedotas e historias que mesmo sendo mentiras são a prova de que ainda é possível a criação, a fantasia...
Quero escrever algo para que eu goste de ler, para que alguém me admire, nem que seja uma única pessoas no mundo, mas se forem muitas, eu ficaria feliz também...
Com certeza quero falar sobre minha infância, sobre meus velhos e mais queridos amigos, não quero ter medo de ver a vida passando, quero ter a sensação de que estou vivendo e tenho muitos motivos para sentir saudades...
Quero respirar fundo quando perder a paciência. E depois lamentar um ou outro desentendimento, amigos existem também pra isto... Quero ter razão por ter me calado, mas quero repensar se poderia ter sido diferente. Quero falar sobre o que acredito, quero convencer todo o mundo disto...tenho muitas dúvidas sobre mim mesma...Na parede dos meus versos quero encontrar alguma resposta sobre o amor, sobre Deus, sobre o infinito, e quero que isto me traga algum consolo, por que estar só na vida é de fato muito pesado, quero alguém que me carregue quando estiver muito cansada, que eu deite em seu colo e ele me diga coisas bonitas até que eu adormeça...
Engraçado, pensando bem agora, sei o quanto quero...mas não tenho certeza sobre quem sou...vou encontrando tantas fissuras, me monto por fragmentos, pessoas, musicas, poemas, livros, conversas sem pressa, amores esquecidos (alguns coexistiram, mas nem todo mundo acredita nisto), gente diferente, gente indiferente, tudo isto me compõe...quero meu corpo de volta, meu coração de volta, minha voz...
Quero não desacreditar da vida, das pessoas, dos meus planos...
E me canso deixo as coisas pela metade como agora, não quero mais falar sobre mim!!!!!!!
sábado, 24 de julho de 2010
chero
To com saudades de ti
chero
Gosto imensamente de ti
chero
Vou contigo
chero
meu coração ta feliz hoje, tranquilo
sem tem por que
chero, vou terminar todos meus emails, e cartas assim. Sem artigo, preposição ou pronome... fica ainda mais lindo assim...
Chero
sexta-feira, 23 de julho de 2010
cura
Um dia destes, abracei uma colega do trabalho, nem somos muito próximas, mas ela me abraçou com tanto apelo, fiz o mesmo... depois me olhou com tanto carinho... não dissemos nada uma a outra, mas achei que ficamos cúmplices... gostoso quando agente se entende pelo olhar... as palavras as vezes estragam tudo...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Provocações
Sonhava com livros, cheios de imagens, sonhava com afagos, eu pensei que podia existir tudo isto, deveriam decretar uma lei...mas não decretaram, e minha infância ficou assim, cheia de gritos, cheia de choro, de fome, de medo, perdi um pouco da humanidade que eu tinha, meus sonhos ficaram mais raros...e qual será a válvula de escape do sujeito que vive assim? Primeiro nos tiram parte da dignidade e depois imploram por piedade?
Me arrogaram a todos os tipos de miséria, marginalizaram-me e me apontaram culpados, também me disseram que me voltasse contra eles, e hoje me julgam culpada, e eles se voltam contra mim. Não sei escrever nem ler, sou analfabeta, como dizem, deviam nos chamar imbecis, nos tiram a dignidade e nos querem mais humanos? Menos violentos, pra que? A quem interessa nossa disciplina? Nossa paz de espírito?
Chamem-nos de sujeitos sem sonhos, decrépitos, e que não somos melhores que os cachorros que circulam nas ruas, pois quero dizer-lhes senhores de intelecto, e a massa endinheirada, não queremos tuas esmolas, queremos nossa vida e as coisas que nos roubaram antes mesmos de nascermos, falamos de nossa vida, nossa terra e nossas casas, falo de nossas famílias pais e mães que nos foram tirados por trabalharem o dia todo a troco da miséria que pagaram, para manter a vida dos que não sonham, pois tanto eles tem que não precisam nem fantasiar mais...
Chamem-nos do que quiserem porem paguem antes tuas dividas, nossos pés descalços, por tuas maquinas importadas, quero perguntar-lhes se imaginam quem pagou pela vida que agora mantém, queremos explicar-lhes que não temos armas, mas estamos cobrando o que nos devem, pelos meus sonhos interrompidos, pelo ser humano que jamais pude me tornar...
segunda-feira, 12 de julho de 2010
case-se comigo
Antes que amanheça
Antes que não pareça tão bom pedido
Antes que eu padeça
Case comigo
Quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
'vanessa da mata e liminha'
fases...
quarta-feira, 30 de junho de 2010
A oração de Clarice
Por enquanto era perigoso.
Ajoelhou-se trêmula junto da cama pois era assim que se rezava e disse baixo, severo, triste, gaguejando sua prece com um pouco de pudor: alivia a minha alma, faze com que eu sinta que Tua mão está dada à minha, faze com que eu sinta que a morte não existe porque na verdade já estamos na eternidade, faze com que eu sinta que amar não é morrer, que a entrega de si mesmo não significa a morte, faze com que eu sinta uma alegria modesta e diária, faze com que eu não Te indague demais, porque a resposta seria tão misteriosa quanto a pergunta, faze com que eu me lembre de que também não há explicação porque um filho quer o beijo de sua mãe e no entanto ele quer e no entanto o beijo é perfeito, faze com que eu receba o mundo sem receio, pois para esse mundo incompreensível eu fui criada e eu mesma tambem incompreensível, então é que há uma conexão entre esse mistério do mundo e o nosso, mas essa conexão não é clara para nós enquanto quisermos entendê-la, abençoa-me para que eu viva com alegria o pão que eu como, o sono que durmo, faze com que eu tenha caridade por mim mesma pois senão não poderei sentir que Deus me amou, faze com que eu perca o pudor de desejar que na hora de minha morte haja uma mão humana amada para apertar a minha, amém.
"depois eu dormi melhor"
a noite parece que fica um pouco mais dificil
sábado, 19 de junho de 2010
As cidades
Não há altitude aqui
Vemos a cidade, as nuvens
E não há altitude
Tudo é uníssono
As ruas vivem disparadas
A vida circula
O tudo converge, dispersa, desagrega
Mas ninguém se nota
A senhora na foto dos murais
Tinha os olhos mais verdes do mundo
Roupas sujas, mãos pretas e vazias
Eu poderia sentir seu coração
E seus pés descalços
Qual seria a sensação?
Ela pega uma nota
Ela pega minha vida
E se perde na cidade
Vestida de trapos
E devemos conversar?
O som disparado, circula
Converge, dispensa, despenca da lixeira humana
E ninguém nota...
A foto há de se perder
O rio a cobrir as ruas, os corpos de perdem, não flutuam mais
A cidade imunda,
Não há céu só altitudes
E quanto aos olhos verdes?
Que por milagre eu vi...
Finjo eternas sensações a fim de manter-me inédita
A expressão ainda me dói,
as ciladas do destino,
me fazem pender devagar
Não estou pronta.
Então pairo como uma folha caiando
Estou pesada, mesmo assim vôo em câmera lenta
Como pode ser este momento a sair de mim?
Tão sublime, e tão meu...
Sinto o vento bater em mim
Meu coração está envelhecendo
Olhe a folha caindo mansamente
O tempo é enlouquecedor
Ele não para em nossas mãos, ele vai apurado,
como a areia seca que não se prende e foge...
ele abranda as grades da vida
Nos levando como folhas
Eu vou bêbada, trançando pernas e braços
E me embaraço, pra lua canto doces lamentos
nos delírios noturnos de quem vai em mim pelo caminho
E ando e passo e tento
Quero esquecer-te, porém fantasio
E minha mente não diferencia o prazer da lembrança
Com ilusão de esperar
Vou me lançando entre as formas medonhas que me amedrontam
Passo por elas com extremos calafrios, e tremo de medo
É como se uma brisa gelada me cobrisse os seios
É você indo embora. Como pode?
Quero chorar
Pois não me advinha
Eu não suporto mais estar ausente dos teus olhos.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
saia rodada
Vai me ver dançar mas nem bate palmas
Me olha e me olha.... pra mim é pior que tapa
Depois vai embora e não diz nada
Fico procurando por ele e todo mundo vê
Que ele me olha e me olha
Não sorri e quando o encaro finge que não estou ali
Maltrata que maltrata
Me engana de lado
Se desvia
Ele vem só pra me ver dançar
Não diz coisa alguma
Balança a cabeça e os braços
Acena pra umas
Maltrata e me vê chorosa
Me olha que olha
Mas finge que não me vê...
sábado, 12 de junho de 2010
não me importo
Na verdade nem estou...
Tenho algumas dúvidas, estou negociando
É um bocado estúpido fazer este tipo de coisa
Vou demorar mais ainda pra esquecer,
eu estou brigando comigo, sei que não vou procurá-lo
mas como posso deixar assim que me esqueça?
Eu não me importo
Vou deixar-lhe uma carta quem, sabe...
Acho que não devo...
Vou lhe escrever um poema
Não, eu não me importo...quero mais é que me esqueça
Se é que ainda se lembra
Se vai me esquecer, tudo bem, é que eu ainda não consigo
Mas não importa, mesmo que esteja fingindo
Vou ouvir sua voz, vou sentir teu cheiro
Isto não deveria mesmo me importar
Então me recuso a me lembrar também...
Eu não entendo só esta coisa salgada que corre na minha boca
Acho que estou mentindo, por que não me importo...
Vou me deitar sonhar um pouco contigo...
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Um dos meus erros, acredito que tenha sido isto, idealizei uma situação e como ela não se concretizou, achei que era melhor a distancia... o motivo simples, foi por que não queria gostar de você mais, achei que estava infeliz e assim teria que buscar um outro caminho... bem ficar contigo ou não, ambas as coisas me doíam... mas agora eu sei, era uma angustia interna, um medo de ser rejeitada ou iludida, medo de ser enganada...
Cada um tem motivos pra inventar determinadas mentiras, hora pra se proteger, hora pra se aliviar das próprias dores... eu inventei que não te amava mais, por imaturidade de admitir eu talvez eu sofreria mais ainda sem você...
Agora eu sei que esta ligado a uma outra vida, e espero que seja feliz ao lado dela, ou de qualquer outra pessoa, eu não posso voltar atrás pra tentar corrigir meu erros e nem tentar entender os seus...
Também estou seguindo em frente e talvez eu me apaixone por ele novamente, ou talvez agente se estranhe e se perca e eu tenha que começar tudo de novo... mas a vida é um risco, mas juro que tentarei fazer diferente e estas coisas eu aprendi com você... aprendi, embora não tenha usado muito contigo, a ser mais tolerante, que fazer amor é muito diferente de fazer sexo, aprendi que as pessoas tem formas diferentes de gostar, o que não significa amar mais ou menos... e se de fato era verdade tudo o que me disse um dia, aprendi que ser amada é algo que nos da sentido a vida...
Hoje eu sei que pra alguém conseguir se entregar por inteiro, é preciso estar preparado, estar buscando uma verdade de si e não pode esperar encontrar seu sentido no outro, isto torna as coisas difíceis, por que sempre esperamos demais da outra pessoa, o que nem sempre é aquilo que nós mesmos estamos preparados pra dar...
Acredito que você saiba que foi uma das pessoas mais importantes da minha vida até então...pois acredito que outras pessoas virão...ou já estão eu ainda não sei...
A verdade é que estou morrendo de medo, mas as mudanças fazem isto e penso que elas tem realmente esta função... que você consiga perdoar minhas falhas, e guarde em si minhas lembranças , e que sejam as melhores, que elas possam te trazer sorrisos e não dores...
Sentirei saudades imensas... e só...não poderia dizer mais nada, teu cheiro continua em mim, pela minha casa, almejo que te vá feliz...era isto, não consegui te dizer...perdoa-me se puder...mas vá em paz...
quinta-feira, 15 de abril de 2010
meu amor morreu
Meu amor morreu
O amor tem cheiro...tem pêlos
As vezes é preciso estar sem a alma pra poder senti-lo
As vezes ele não tem nenhum zelo, nem remorso, nem vacilo
Ele ri em hora impróprias...
E chora o tanto que pode
O amor é gingoso
Dança como criança, alegre e sem medo
Eu não o quero levar pra casa...
Era o amor estando ao avesso
O amor me olhava e botava aflita, me doía
mas nele se vincava minha vida
Enquanto que por qualquer paga me doava, me vendia
O amor me contava mentiras, mesmo quando em silencio
Mesmo quando dormia
O amor me sacudia e me acordava
Me aquecia
E como um muleque dengoso, chamava minha atenção
E sempre me possuía
Num dia destes, o amor se encantou pela estrada
Com um sorriso de canto na boca
Saracoteando e cantando
Por ela ele se perdeu
e este tal amor me deixou uma lição a mais neste momento
Me deixou a sentir saudades
Me faz sentir o que era ser pela metade
E hoje se perguntam sobre minha história
Não digo seu nome, pois sei que é sagrado
Meus olhos se arregalam, finjo uma tosse, contorso os meus lábios
E mesmo que insistam prefiro nunca dizer nada
Meu amor partiu, ele tinha cheiro, ele tinha pêlos
Ele tinha gosto, suava e me sufocava
Não havia nenhum ser igual em todo universo
As vezes ele chorava e eu me lembro dele assim
na sua pele amassada e de como ele me cuidava,
de como eu cuidava dele
Meu amor era feito gente, nasceu, cresceu, tomou forma de homem vistoso,
envelheceu e
Partiu....
acho que morreu.
coisas tristes
Estes sítios de relacionamento tem destas coisas, quando não se divulgam coisas amenas ou destrói-se vidas alheias, alguém fala sobre o quanto o outro é querido, alguém fala sobre os que se foram...
Hoje vi no orkut, que uma amiguinha saiu da vida... conheci ela dançando, num bar, ela muito sorridente, conversamos sobre a vida... quem me conhece sabe o quanto a dança é importante pra mim, é um ato quase religioso...
Estou meio embargada com isto, e como diz o poeta: quebraste o pacto
Coisa triste de se ler: parabéns a você, sem você...
Um restinho de lágrima apontou no meu olho, solucei baixinho, pra não incomodar...
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Só o tempo
Se ele, talvez... se ele soubesse que eu me quebraria
Teria feito de outra forma,
Se ele soubesse, não ouço mais nossas músicas
Não passo mais pela sua rua...
Que ainda fico olhando a praça, se ele soubesse...
Eu estou sem sono, estou sentida,
Acho que quando ficamos um pouco doloridos os sonhos demoram a querer se formar...
Ele nunca entendeu, o que gostaria que tivesse feito
Ele não entendeu, queria que tivesse brigado, queria que tivesse rompido
Mas ele não entendeu...
Só que agora, não quero mais escrever, ele está morrendo
Estão diminuindo suas lembranças,
No fundo estou mais aliviada, sem os pesos que me embutia
Estou tão leve que sou capaz de voar,
Sou capaz de nem conseguir voltar...
E quando ele me ver pelo céu voando vai achar mesmo que o esqueci,
Ele nunca entende nada...
sábado, 13 de março de 2010
O encontro
- Você quer me enlouquecer?
- Não. Desculpe te informar, sei que vou ferir teu ego, mas meu intuito único não é você, quanto menos te enlouquecer.
- Olha você é maluca e acha que vai conseguir me por igual...
- Não sabia que loucura era contagiosa. Ainda que seja, então o que diabos você está fazendo comigo?
- Eu também andei me perguntando. Mas agora já estou a par de tudo, estou é caindo fora...
- Bom pra você. Mas gostaria de te dizer algo, que talvez, não o agrade muito.
- Mais uma. Você não tem dito muitas coisas agradáveis nos últimos anos mesmo...
- Eu não faço idéia de quem você é. De onde você saiu? Por que estamos tendo esta conversa?
O moço se levanta espumando de raiva e se joga pela janela.
Ela pensa: coitado, tão bonito, e tão maluco.
Vida de solteiro...
Devido a minha terrível mania de largar as coisas pela metade, resolvi escrever contos. Uma amiga me disse que no ápice da coisa você pode terminar e deixar ao expectador a possibilidade de imaginar o final. Deixando a minha cara de pau a parte, gostaria, primeiro, dizer o que quero com estas palavras. Estava eu estes dias em minha nova casa, em minha nova vida, solteiríssima afinal, sem ninguém literalmente, só eu de alma encarnada habitando pelos meus pequeninos cômodos. Percebi que desde de pequenina, coisa que diga-se de passagem não mudou com o tempo, apresento sintomas de uma doença terrivel, que denominei: solteirisse crônica.
Daqui a pouco apresento por que considero a minha solteirrisse algo crônico. Então vamos por partes.
Deixe me contar da vez que pensei em me casar, e isto não tem muito tempo. Mas vejam só que coisa, eu quase nunca via o sujeito, tipo coisa premeditada, amor a distancia, esta coisa toda, e deu no que deu, um dia ele desapareceu de vez, e com ele minha idéia de casório. Não que eu não tenha ficado triste, mas me valho do seguinte ditado: a males que vem pra bem. Eu sou adepta convicta de um "como diz o outro", seja ele qual for, gosto bastante daquele por exemplo “nem cristo agradou a todos” acho um dos mais inteligentes já lançados até agora, embora nada tenha a ver com o tom da conversa, mas como sou bem confusa...detalhe: sempre que não sei onde quero chegar termino a frase com reticências, e isto vale pra tudo na minha vida.
Bem mas deixemos pra la minhas embolações - eu queria dizer enrolações, mas o computador está dizendo que está errado - e vamos ao causo. Ou não, vida de solteiro te permite isto, você nunca tem muita coisa pendente, então fica divagando, eu por exemplo adoro falar sozinha, até pensei em desenhar no filtro d’agua uma boca e dois olhos, tipo o amigo cara de coco do Robinson Crusoé, aqui demonstro claramente minha tendência, uma das minhas historias preferidas, um cara que se perde e vive sozinho em uma ilha, se eu não for uma louca obsessiva, tenho um profundo gosto pelo isolamento, não completo, preciso de favores de vez enquando, dos que eu não vou explicar agora, por que não seria conveniente.
Assim deste modo, fui me afastando aos poucos, até começar a viver realmente sozinha. Fazendo um retrospecto do passado, nunca escrevi muito bem, apresentei sempre uma escrita medíocre, lamentosa, chorosa, percebia em mim uma tendência a depressão. Agora, vivendo sozinha, não mudou muito a qualidade de minha escrita, mas vejo-me escrevendo sem aquela angustia que me perseguia, sintoma único e malcriado, concluo que a solidão me fez bem. Difícil admitir este tipo de coisa. Mas estou tão bem internamente e isto tem se feito algo comum, e não espero que muitas pessoas entendam, alias não me importa muito.
Bem este tipo de inapetência, quase sempre tem lados extremamente negativos, mas as vezes sou um pouco como a Pollyana. Diga-se de passagem um romance deveras tendencioso, mas como não estou aqui para fazer criticas, digo que sou meio Pollyana por que vejo sempre uma possibilidade. Não sou muito boa no tal do jogo do contente, mas tenho feito meus esforços. Isto tem me evitado momentos indigestos e diminuído consideravelmente incômodos desnecessários, principelmente em relação aqueles enquadramentos que tanto perseguimos enquanto na adolescência. Percebi-me adulta quando estas coisas (entre outras é claro, como pagamentos de contas, nome no SPC, e enfim) já não faziam mais tanta diferença, ou seja, não havia mais complexos pela falta de atitudes socialmente aceitas.
Minha escrita confesso, passou a representar meu estado de espírito, que agora apesar de ter ficado meio de porco, está muito mais feliz e mais resoluto em si.
Nem sei por que fiquei perpassada neste instalo momentâneo de consciência. Mas é como eu digo, quando se escreve sem muito compromisso, e também por que não tenho muito com quem conversar, (a não ser com o meu filtro, que mais se parece com um anão de cabeça grande) o fato é que estou gostando disto, o que por sinal é muito perigoso, pois tenho a tendência ao exagero em tudo.
Depois de tantas exprobações meio sem sentido vou falando aos poucos sobre capítulos dos meus dias solitários, de hábitos que vamos adquirindo, as vezes muito engraçados, e nem sempre muito sádios, mas estou pensando que tudo que é muito sadio geralmente é chato.
Quero parar por aqui. Mas tenho mais um parágrafo a acrescentar, quero contar sobre minha primeira noite. Estava eu, minha mãe, minha irmã, e uma amiga (não achem que não conheço regras gramaticais, mas me dou o direito a odiar um pouco as regras, e pensem o que quiserem) em minha nova casa, tudo no lugar, tudo cheiroso, cuidados de mãe como sabem, não há nada igual, roupinha lavada, dobrada, comidinha feita, tipo lance familiar mesmo, até pensei em morar novamente ao meu lar familial (também reconheço a linguagem biológica, sei que aqui não caberia, mas tenho liberdade poética pra usar o que quero, embora não seja aqui um poema). Mas voltando ao assunto, as horas foram se chegando, e as pessoas consequentemente indo para suas casas, e eu ficando a cada momento mais só. Fui para uma lan house tentar um diálogo com qualquer desconhecido, pois não queria por lei nenhuma ficar sozinha. Fiquei lá nestas conversas soltas até fechar a loja, ai não tinha mais jeito era eu e eu mesma, não importa em que posição na frase.
Voltei para meu espaço físico, meu lar, minha casa, olha que bonito, eu ia da sala para o quarto, da cozinha para o banheiro, fumando cigarro, e pronunciando bem debilmente “porra tudo isto é meu”, posso fumar, beber, comer, f... qualquer verbo que me caiba, os que precisam de sujeitos e os que não, tipo ninguém faz nada, não tem muito sentido, mas pra mim significava, liberdade, o cumulo dela, minhas contas, minha geladeira, minhas contas, minha linha telefônica, minhas contas, minha vida colorida, minha sala vermelha, que minha mãe criticou, mas nem pra isto liguei era minha sala, meus enfeites, minha macumba, como ela diz, era tudo meu. Nesta noite já estava totalmente adaptada, o que para qualquer sujeito em posse de suas habilidades mentais saudáveis seria no mínimo estranho.
Mas agora o sono já deu, e minha indolência me permite terminar por aqui, como diria um cara que passei a admirar em certo sentido, lendo sua coluna sempre que posso, um tal de José Simão, que se denomina o esculhambador-geral da república (adoro isto) é mole, é mole, por hoje só amanhã!