Tecer-me livremente por palavras, gritos sentidos, choros que não calei, declarações por fazer, versos que li, coisas assim...
Entre
E ai puxe a cadeira, sente nas paredes, aqui tudo é permitido, menos palavrão, pelo menos você não, de resto fique a vontade...
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
"as pessoas não morrem, ficam encantadas..." Guimarães Rosa
Estive pensando, por vários dias, no quanto eu não sabia sobre a morte...Bem, ela se foi e eu não tive mais medo...eu já sei que o nome disto não é saudade. Eu já sei que vou me lembrar das tardes quentinhas em que ela fazia doces e bolinhos. Eu tenho a voz dela em minha cabeça e apesar da quantidade de tempo em que estive longe, sei exatamente como era e sei que vou me lembrar dela sempre.
Eu inventei um jeito de recordar as coisas que são doloridas. Ficarei com a lembrança dela por todos os anos da minha vida, virei até aqui, lerei tudo que escrevi quando ela se foi,colocarei uma música bonita e vou chorar. Depois vou pegar minha vida e toca-la em frente, até o dia que em que me der saudades de novo...
Eu sei que isto não é nada muito bonito, mas sou eu que preciso encontrar meu sentido pra isto tudo...como aquele garotinho do filme "Tão forte e tão perto"...Eu sinto o cheiro dela e penso no som que a voz dela fazia...penso em seu corpo arrastando os chinelos pela casa...o gosto que tinha seu macarrão. E tudo causa uma sensação estranha dentro de mim. Ela será lembrada por muitas pessoas por anos a frente...Assim como foi com sua mãe...Assim como será com a minha um dia...Assim é a despedida: uma história que existe no coração de poucos... eu a amava, e isto, só basta.
"Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diacho, ele tem que querer "
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