Ela arregalou-se pra mim...Mas não me facilitou em nada, nem me abriu teus caminhos...eu lhe queria mostrar meus pequenos segredos, minhas dores, minhas fantasias, mas ela nem sequer sorria, e inteira lisa foi me criando medos, medos de me mostrar e descobrir que ela não me entenderia...
Queria ter-lhe desenhado, decorado... mas minha displicência nunca a agradou e ela se fecha ainda mais, me exclui de si, e eu continuo tentando seduzi-la. Mesmo assim ela me reprime, me cobra zelo e responsabilidades... Eu quero lhe dizer que só a desejo algumas vezes mas ela não me entende, e egoísta como é, chama minha atenção, só pra que eu olhe pra ela, mas desfaz de mim, pois sabe que preciso tanto dela... Então que ela se joga a minha frente e fica planando, serena e perene...teus olhares me rasgam inteira, eu a quis de qualquer maneira...
Agora tenho uma taça de vinho e um cartão... ela continua intacta, sei quero fazer-lhe uma loucura e ai esta ela, varada de minhas inconsequentes reações. Levantei-me na madrugada, tudo em mim ardia, risos e poesia, choros e soluços, frases e lembranças, saudade e insensatez. Era ele de novo, eramos nós naquele passado confuso, ela me secou esta noite, meu espírito, por fim, se aquietou.
Eu sei que me zomba agora...me acha fraca, mas quero a de novo, fora de mim, me tirando as feridas, me afogando em loucuras, me deixando a carne viva.
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