Estou suspensa
Finjo eternas sensações a fim de manter-me inédita
A expressão ainda me dói,
as ciladas do destino,
me fazem pender devagar
Não estou pronta.
Então pairo como uma folha caiando
Estou pesada, mesmo assim vôo em câmera lenta
Como pode ser este momento a sair de mim?
Tão sublime, e tão meu...
Sinto o vento bater em mim
Meu coração está envelhecendo
Olhe a folha caindo mansamente
O tempo é enlouquecedor
Ele não para em nossas mãos, ele vai apurado,
como a areia seca que não se prende e foge...
ele abranda as grades da vida
Nos levando como folhas
Eu vou bêbada, trançando pernas e braços
E me embaraço, pra lua canto doces lamentos
nos delírios noturnos de quem vai em mim pelo caminho
E ando e passo e tento
Quero esquecer-te, porém fantasio
E minha mente não diferencia o prazer da lembrança
Com ilusão de esperar
Vou me lançando entre as formas medonhas que me amedrontam
Passo por elas com extremos calafrios, e tremo de medo
É como se uma brisa gelada me cobrisse os seios
É você indo embora. Como pode?
Quero chorar
Pois não me advinha
Eu não suporto mais estar ausente dos teus olhos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário