Tecer-me livremente por palavras, gritos sentidos, choros que não calei, declarações por fazer, versos que li, coisas assim...
Entre
E ai puxe a cadeira, sente nas paredes, aqui tudo é permitido, menos palavrão, pelo menos você não, de resto fique a vontade...
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Meu guri
Hoje vi um aluno meu ser chamado de preto e fedorento por três outras crianças...eu não sei lidar com isto, mas tenho certeza que ele só se queixou por que eu também sou preta, e que não deixo estas coisas passarem... uma amiga que estava perto conversou com eles, me senti segura, ela era também preta... Eu pensei depois se as coisas tinham de ser daquele jeito. Mas também achei que se fosse ele, ia querer uma professora preta pra interceder por mim e não mandar eu brincar falando que estas coisas acontecem... Falei depois para as outras professoras ninguém se zangou como eu, nem como minha amiga... é só agente que sente, e fiquei orgulhosa dele, achou que estava errado e não se calou... agente sempre sente e não pode fingir... isto está por ai, ferindo crianças... Não é qualquer coisa, mas se fosse só por mim...feriu um guri que eu amava, acho mesmo que as coisas não devem ser assim...
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Um comentário:
O menino é mesmo um doce. Lembro de uma vez que fui falar com ele com minha cara de má e ele ficou muito sem jeito.
Mas achei bonito quando eu disse pra ele: "Não deixa ninguém fazer isso com você", e ele olhou pra mim com uma cara de "tudo bem, não vou deixar".
Foi duro, mas a solidariedade preta fortaleceu tudo.
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