Entre

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

meu amor morreu

Meu amor morreu

O amor tem cheiro...tem pêlos

As vezes é preciso estar sem a alma pra poder senti-lo

As vezes ele não tem nenhum zelo, nem remorso, nem vacilo

Ele ri em hora impróprias...

E chora o tanto que pode

O amor é gingoso

Dança como criança, alegre e sem medo

Eu não o quero levar pra casa...

Era o amor estando ao avesso

O amor me olhava e botava aflita, me doía

mas nele se vincava minha vida

Enquanto que por qualquer paga me doava, me vendia

O amor me contava mentiras, mesmo quando em silencio

Mesmo quando dormia

O amor me sacudia e me acordava

Me aquecia

E como um muleque dengoso, chamava minha atenção

E sempre me possuía

Num dia destes, o amor se encantou pela estrada

Com um sorriso de canto na boca

Saracoteando e cantando

Por ela ele se perdeu

e este tal amor me deixou uma lição a mais neste momento

Me deixou a sentir saudades

Me faz sentir o que era ser pela metade

E hoje se perguntam sobre minha história

Não digo seu nome, pois sei que é sagrado

Meus olhos se arregalam, finjo uma tosse, contorso os meus lábios

E mesmo que insistam prefiro nunca dizer nada

Meu amor partiu, ele tinha cheiro, ele tinha pêlos

Ele tinha gosto, suava e me sufocava

Não havia nenhum ser igual em todo universo

As vezes ele chorava e eu me lembro dele assim

na sua pele amassada e de como ele me cuidava,

de como eu cuidava dele

Meu amor era feito gente, nasceu, cresceu, tomou forma de homem vistoso,

envelheceu e

Partiu....

acho que morreu.

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