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E ai puxe a cadeira, sente nas paredes, aqui tudo é permitido, menos palavrão, pelo menos você não, de resto fique a vontade...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

COEXISTINDO...

De repente pode ter sido apenas coincidência
Estarmos coexistindo num mesmo espaço de tempo
Talvez eu condenada por leis astrológicas
Talvez você um insulto a minha condição de miséria
Eu reduzida aos nós dos acasos
Você fruto de uma alegria terna que tão bela me violenta
Por intermédio da razão que dita as coisas do mundo
Você me aparece assim, tão sem respeito a minha condição de corpo sem vida
Revelando tudo que vai desordenado
Denunciando a minha doença de ser incapaz
De dar um passo alem destes limites
Denunciando os desejos estranhos que mendigo de você
Um feitiço lançado ao bobo, impondo uma lei severa de estar viva
De estar quente,
Não quero ir alem disto
Toda a minha vontade é satisfeita
Assim que tua imagem se desenha a minha frente
Pois apenas teu sorriso pode ser melhor que meu nada
Você emana um calor agitado
Que perturba a minha pele
E como por mágica
Um pouco dos teus olhos faz brotar em mim
Uma doçura leve e pura
Mas foi pura coincidência, imaginação minha do teu cheiro, do teu gosto
Minha vida continua, menos sem graça agora
Você foi um minuto de paz em minha intima guerra
Mas como te manter seguro de minhas batalhas?
Amanhã quando o sol se por, minha terra será novamente bombardeada
E você uma lembrança viva de alguma fantasia minha
Que insistiu em não morrer
Com as flores,
Talvez não reste muita força para a escrita
Passei um pouco da conta
Porem hoje enquanto nem anoitece
Seja bom pelo menos o sonho,
E as cócegas que sinto por ter existido em você.

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