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E ai puxe a cadeira, sente nas paredes, aqui tudo é permitido, menos palavrão, pelo menos você não, de resto fique a vontade...

sábado, 19 de junho de 2010

As cidades

Não devemos conversar...
Não há altitude aqui
Vemos a cidade, as nuvens
E não há altitude
Tudo é uníssono
As ruas vivem disparadas
A vida circula
O tudo converge, dispersa, desagrega
Mas ninguém se nota
A senhora na foto dos murais
Tinha os olhos mais verdes do mundo
Roupas sujas, mãos pretas e vazias
Eu poderia sentir seu coração
E seus pés descalços
Qual seria a sensação?
Ela pega uma nota
Ela pega minha vida
E se perde na cidade
Vestida de trapos
E devemos conversar?
O som disparado, circula
Converge, dispensa, despenca da lixeira humana
E ninguém nota...
A foto há de se perder
O rio a cobrir as ruas, os corpos de perdem, não flutuam mais
A cidade imunda,
Não há céu só altitudes
E quanto aos olhos verdes?
Que por milagre eu vi...

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