"Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo
"Encostei-me a ti, sabendo que eras somente nuvem
Sabendo bem que eras nuvem, depus a minha vida em ti.
como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino,frágil,
Fiquei sem poder chorar quando caí.
Tecer-me livremente por palavras, gritos sentidos, choros que não calei, declarações por fazer, versos que li, coisas assim...
Entre
E ai puxe a cadeira, sente nas paredes, aqui tudo é permitido, menos palavrão, pelo menos você não, de resto fique a vontade...
segunda-feira, 30 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Sei que estou indo... o caminho é difícil e não sei bem o que fazer...
Eu me pergunto sempre por tem de ser assim... mas as respostas nunca vêm...então eu sei que vou decidir sozinha, por que o caminho é tão extenso e a vida tão confusa... Você não tem a resposta e tambem espero que seja feliz, eu quero desejar que seja feliz, mesmo quando tenho que admitir que meu coração quer o contrario... eu tenho tantas dores, sera feliz longe de mim, eu sei ... e pelo tempo que durou eu fui feliz...
Eu me pergunto sempre por tem de ser assim... mas as respostas nunca vêm...então eu sei que vou decidir sozinha, por que o caminho é tão extenso e a vida tão confusa... Você não tem a resposta e tambem espero que seja feliz, eu quero desejar que seja feliz, mesmo quando tenho que admitir que meu coração quer o contrario... eu tenho tantas dores, sera feliz longe de mim, eu sei ... e pelo tempo que durou eu fui feliz...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Raizes
Estava no curso hoje e um sujeito se manifestou em relação às cotas: Acho que deveriam mudar a escola pública, investir nela, assim não haverá necessidade de cotas. Não discordo dele, mas por outro lado eu penso que quase quatrocentos anos de massacre do meu povo, onde ele foi submetido a métodos inconcebíveis de maltratos, estupros e uma incontável série de desumanizações, não serão pagos com simples cotas, não, isto seria muito pouco perto de todo estrago que foi feito. E digo ainda: tão achando que as cotas são um beneficio, ou melhor, um privilegio ao meu povo "ofendido". Mas penso singelamente que não pedimos nada além do que é nosso por direito, além do que nos foi retirado sem nenhum respeito... eu entendo que muitos brancos, pobres ou ricos, não saibam do que estou falando e nem espero, só digo a estes desentendidos que não comparem nossas histórias, escravidão não é a mesma coisa que um passado de miséria, como o discurso anti-cotas quer nos fazer acreditar, comparando a realidade dos descendentes de brancos pobres com a dos escravos. Escravidão é desapropriação do corpo de alguém e isto NÃO SE COMPARA, então apenas reparem o mal que nos foi feito e falaremos sobre desigualdade mais a frente que por hora o discurso é realmente desigual, pois não sabem sobre o que falam...
terça-feira, 17 de maio de 2011
Um lugar no passado
Nunca tive tudo... Mas já houve grandes coisas...
Estou sentada aqui, olhando a folhas espalhadas, lá no fundo queria que estivesse tudo da mesma forma. Agora estaria me preparando para uma grande surpresa, iria fingir que não sabia de nada, ficaria contando os dias, as horas, não dormiria nas madrugadas... enfim, mas já estão diferentes os dias, nada mais existe a não ser minha grande vida morna... a não ser os resultados dos meus mega planos... a não ser este nó na garganta e esta saudade estranha de tudo que parecia tão pouco e era tão grande. Tenho saudade daquele sentimento que vinha junto com a surpresa, tenho saudade de quando eu não desconfiava tanto do mundo, das pessoas e de mim mesma.
Eu queria voltar nem fosse por algum instante, para aquele mundo conectado e belo, sem dinheiro, sem seus vícios, onde havia amor mesmo, por que eu não poderia oferecer nenhuma outra coisa. Onde eu acreditava que o mundo não era tão ofensivo, onde a amargura das pessoas não me atingia tanto.
Hoje eu penso, não sem dor, que aquele lugar tranquilo, a tal zona de conforto, existe sim, ou melhor, existiu... só que não está mais aqui...
Estou sentada aqui, olhando a folhas espalhadas, lá no fundo queria que estivesse tudo da mesma forma. Agora estaria me preparando para uma grande surpresa, iria fingir que não sabia de nada, ficaria contando os dias, as horas, não dormiria nas madrugadas... enfim, mas já estão diferentes os dias, nada mais existe a não ser minha grande vida morna... a não ser os resultados dos meus mega planos... a não ser este nó na garganta e esta saudade estranha de tudo que parecia tão pouco e era tão grande. Tenho saudade daquele sentimento que vinha junto com a surpresa, tenho saudade de quando eu não desconfiava tanto do mundo, das pessoas e de mim mesma.
Eu queria voltar nem fosse por algum instante, para aquele mundo conectado e belo, sem dinheiro, sem seus vícios, onde havia amor mesmo, por que eu não poderia oferecer nenhuma outra coisa. Onde eu acreditava que o mundo não era tão ofensivo, onde a amargura das pessoas não me atingia tanto.
Hoje eu penso, não sem dor, que aquele lugar tranquilo, a tal zona de conforto, existe sim, ou melhor, existiu... só que não está mais aqui...
sábado, 14 de maio de 2011
Enquanto durou... (parte II)
Olhou para as suas acomodações já desarrumadas. Deu falta de cada uma das coisas que ele havia lhe pedido emprestado. Não sabia ao certo, se pelas coisas em si, ou por que queria mais uma desculpa para culpa-lo por mais esta falta.
Pegou uma taça de vinho. Sentiu seus pelos arrepiarem. No fundo ela sabia que era medo. Naquele mesmo instante, havia também, logo abaixo do pescoço, ou entre sua garganta e seu peito, não sabia definir direito, uma pressão dolorida, e ao mesmo tempo tão amena, quase sentia prazer com aquela melancolia saudosa.
Olhou para um espaço vazio na cômoda, entre o espelho e os diversos cremes e perfumes amontoados, antes, havia uma foto deles ali no meio daquelas coisas todas, era sempre o que ficava no lugar, era sempre o que dava certa ordem no seu todo desordenado.
Sugou o primeiro gole, e este não desceu tão livre, ia lhe dentro da garganta se enroscando, como se fosse toda aquela verdade que ela protestava em aceitar. Seus olhos vertiginaram, e sentiu seus dedos amortecerem, pigarreou, acendeu um cigarro, agora olhava fixamente para um nada, talvez fosse apenas um mal estar mental, ela precisava esquentar-se urgentemente por dentro. Tudo parecia agora tão frio.
Não queria pensar que toda aquela ausência, dolorida e úmida, também lhe trazia determinada alivio, se sentia suja a cada momento em que refletia sobre isto. Lembrou-se do seu vinho novamente e seus olhos, pela primeira vez em dias, se encheram d’água, com as costas das mãos enxugou aquelas rebeldes lagrimas, e outra vez a sensação de alivio, ela não havia secado, ela ainda sentia...
Então encheu seu peito com todo ar que poderia, suspirou profundamente, agora era tudo ou nada, quando todo este ar fosse posto fora, poderia derrubar tudo, ela poderia por fim, desfalecer, se entregar a toda aquela letargia, ela estava só e pulsante, todo o ar saiu de si e lhe deixou uma sensação de vazio, faltava um quadro, faltava um perfume, faltavam tantas coisas agora, ela já nem pensava mais nisto. Então entornou mais alguns goles, e ficou inerte sobre a cama, como anestesiada para a operação que seria feita mais tarde. Esperando sonolenta, entorpecida...
Meio acordada, agarrada a um fio minúsculo de determinada razão. Com num arroubo desavisado fechou os olhos e apenas suspirou, agora sem mais nenhuma emoção. Estava vencida.
Pegou uma taça de vinho. Sentiu seus pelos arrepiarem. No fundo ela sabia que era medo. Naquele mesmo instante, havia também, logo abaixo do pescoço, ou entre sua garganta e seu peito, não sabia definir direito, uma pressão dolorida, e ao mesmo tempo tão amena, quase sentia prazer com aquela melancolia saudosa.
Olhou para um espaço vazio na cômoda, entre o espelho e os diversos cremes e perfumes amontoados, antes, havia uma foto deles ali no meio daquelas coisas todas, era sempre o que ficava no lugar, era sempre o que dava certa ordem no seu todo desordenado.
Sugou o primeiro gole, e este não desceu tão livre, ia lhe dentro da garganta se enroscando, como se fosse toda aquela verdade que ela protestava em aceitar. Seus olhos vertiginaram, e sentiu seus dedos amortecerem, pigarreou, acendeu um cigarro, agora olhava fixamente para um nada, talvez fosse apenas um mal estar mental, ela precisava esquentar-se urgentemente por dentro. Tudo parecia agora tão frio.
Não queria pensar que toda aquela ausência, dolorida e úmida, também lhe trazia determinada alivio, se sentia suja a cada momento em que refletia sobre isto. Lembrou-se do seu vinho novamente e seus olhos, pela primeira vez em dias, se encheram d’água, com as costas das mãos enxugou aquelas rebeldes lagrimas, e outra vez a sensação de alivio, ela não havia secado, ela ainda sentia...
Então encheu seu peito com todo ar que poderia, suspirou profundamente, agora era tudo ou nada, quando todo este ar fosse posto fora, poderia derrubar tudo, ela poderia por fim, desfalecer, se entregar a toda aquela letargia, ela estava só e pulsante, todo o ar saiu de si e lhe deixou uma sensação de vazio, faltava um quadro, faltava um perfume, faltavam tantas coisas agora, ela já nem pensava mais nisto. Então entornou mais alguns goles, e ficou inerte sobre a cama, como anestesiada para a operação que seria feita mais tarde. Esperando sonolenta, entorpecida...
Meio acordada, agarrada a um fio minúsculo de determinada razão. Com num arroubo desavisado fechou os olhos e apenas suspirou, agora sem mais nenhuma emoção. Estava vencida.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Apenas mais um grito
Desde minha infância, sempre tive certa dificuldade em aceitar a vida tal como ela é. A verdade é que fui criando estratégias de sobrevivência, para que este viver não fosse tão pesado, frustrante... Bem no começo da vida, ou no período infantil, lidamos com poucas contradições, então estas acomodações eram por conseguinte, menos exigidas de mim.
Conforme fui crescendo, e as relações interpessoais aumentando, estas invenções, balanceamentos e aceitações tiveram que ficar mais rebuscadas, mas hoje dentro de um dos contextos sociais mais pragmáticos da comunidade humana, ou seja, a escola, vejo que estes exercícios tem se tornado a cada dia mais tortuosos, difíceis mesmo, por que me vejo num emaranhado de contradições, insensibilidades, e outras porções de sentimentos que me remetem a uma angustia viciada e também duvidosa sobre os caminhos que deveria tomar.
Acredito que somos responsáveis pelas escolhas que fazemos, sejam elas honestas e coerentes ou não. Mas não sei se tenho sido, e reconheço, de uma ingenuidade grotesca, mas tenho esperado do outro , ou seja, dos sujeitos que me circundam que tenham também esta crença, como se minha verdade fosse o axioma central para a resolução de todos os problemas do universo.
Pois bem, de fato, nenhuma das minhas expectativas ocorreram, então supus, que estava realmente abandonada aos meus problemas ideológicos internos. Assim, mais a frente, reparei que minha atitude se baseava num anseio de encontrar alguém no qual eu pudesse me espelhar, esperando, deste outro, ações coerentes e menos verborrágicas. Estava exigindo de maneira incompreensível que este outro, fosse mais integro e honesto do que eu mesma conseguia ser. Quero que o sujeito com o qual me relaciono seja um representante concreto de uma humanidade que não visualizo em mim mesma.
Mas de fato será mesmo que sou tão cruel e mesquinha a este ponto. E fui obrigada a reparar que não, eu não conseguiria agir com tamanha vileza, ao passo que também não deveria esperar de mim, tamanha benevolência, e isto tudo dentro de um universo minúsculo, aparvalhado, pelas tantas relações que tenho que estabelecer, pelos modos como devo me reconhecer e atuar. E minha identidade professoral tem se desintegrado e me desintegrado de tantos modos. Há um sentimentos estranho de que tudo poderia ser mais fácil ou menos dolorido, não fossem os egoísmos e vaidades que tenho de lidar em mim e nos outros, então cada vez que me levanto, eu penso: será que hoje que não vou dar conta?
A bem da verdade é que queria protestar, por que as vezes me sinto violentada, e estando traumatizada pelos tantos reveses, distorções e até mesmo desumanidades, tenho medo de que minha raiz tenha endurecido, tenho medo de banalizar estes sentimentos ao ponto da minha capacidade, de ao menos disfarçar, estas minhas incompreensões cotidianas, esta minha dificuldade em estar na vida, sejam dilaceradas e eu não tenha mais como me estabelecer e sobre tudo sustentar quem eu sou.
Hoje tenho inúmeras duvidas, principalmente sobre a crença nesta mudança na humanidade em si, pois não é naquele outro sujeito distante, dos governantes, dos formadores de opinião em geral, onde me espelho e mantenho minhas esperanças, mas sim, mantenho minhas expectativas e promessas em mim e naqueles que me são afins.
É só um grito...
Conforme fui crescendo, e as relações interpessoais aumentando, estas invenções, balanceamentos e aceitações tiveram que ficar mais rebuscadas, mas hoje dentro de um dos contextos sociais mais pragmáticos da comunidade humana, ou seja, a escola, vejo que estes exercícios tem se tornado a cada dia mais tortuosos, difíceis mesmo, por que me vejo num emaranhado de contradições, insensibilidades, e outras porções de sentimentos que me remetem a uma angustia viciada e também duvidosa sobre os caminhos que deveria tomar.
Acredito que somos responsáveis pelas escolhas que fazemos, sejam elas honestas e coerentes ou não. Mas não sei se tenho sido, e reconheço, de uma ingenuidade grotesca, mas tenho esperado do outro , ou seja, dos sujeitos que me circundam que tenham também esta crença, como se minha verdade fosse o axioma central para a resolução de todos os problemas do universo.
Pois bem, de fato, nenhuma das minhas expectativas ocorreram, então supus, que estava realmente abandonada aos meus problemas ideológicos internos. Assim, mais a frente, reparei que minha atitude se baseava num anseio de encontrar alguém no qual eu pudesse me espelhar, esperando, deste outro, ações coerentes e menos verborrágicas. Estava exigindo de maneira incompreensível que este outro, fosse mais integro e honesto do que eu mesma conseguia ser. Quero que o sujeito com o qual me relaciono seja um representante concreto de uma humanidade que não visualizo em mim mesma.
Mas de fato será mesmo que sou tão cruel e mesquinha a este ponto. E fui obrigada a reparar que não, eu não conseguiria agir com tamanha vileza, ao passo que também não deveria esperar de mim, tamanha benevolência, e isto tudo dentro de um universo minúsculo, aparvalhado, pelas tantas relações que tenho que estabelecer, pelos modos como devo me reconhecer e atuar. E minha identidade professoral tem se desintegrado e me desintegrado de tantos modos. Há um sentimentos estranho de que tudo poderia ser mais fácil ou menos dolorido, não fossem os egoísmos e vaidades que tenho de lidar em mim e nos outros, então cada vez que me levanto, eu penso: será que hoje que não vou dar conta?
A bem da verdade é que queria protestar, por que as vezes me sinto violentada, e estando traumatizada pelos tantos reveses, distorções e até mesmo desumanidades, tenho medo de que minha raiz tenha endurecido, tenho medo de banalizar estes sentimentos ao ponto da minha capacidade, de ao menos disfarçar, estas minhas incompreensões cotidianas, esta minha dificuldade em estar na vida, sejam dilaceradas e eu não tenha mais como me estabelecer e sobre tudo sustentar quem eu sou.
Hoje tenho inúmeras duvidas, principalmente sobre a crença nesta mudança na humanidade em si, pois não é naquele outro sujeito distante, dos governantes, dos formadores de opinião em geral, onde me espelho e mantenho minhas esperanças, mas sim, mantenho minhas expectativas e promessas em mim e naqueles que me são afins.
É só um grito...
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Nossa foto nova... nosso canto,
nossa conversa quente
teu cheiro meu cheiro, teu pelo meu desejo
Uma lembrança viva... Nossa voz no escuro, teu beijo... que beijo!
Teu sorriso, no meu ouvido,
meu suspiro profundo, sem folêgo
teu peito no meu sentido, teu fogo me consumindo
Uma confusão de um só instante, que instante
Teu olhar sobre meus segredos
meu receio sobre teu medo,
Me cerca, me cega, me prende
Deixa estas histórias tolas, teu passado e tuas duvidas,
vem cuidar de mim, que sou tua, me ame como ontem
Eu te quero como sempre, pra sempre
pra sempre
nossa conversa quente
teu cheiro meu cheiro, teu pelo meu desejo
Uma lembrança viva... Nossa voz no escuro, teu beijo... que beijo!
Teu sorriso, no meu ouvido,
meu suspiro profundo, sem folêgo
teu peito no meu sentido, teu fogo me consumindo
Uma confusão de um só instante, que instante
Teu olhar sobre meus segredos
meu receio sobre teu medo,
Me cerca, me cega, me prende
Deixa estas histórias tolas, teu passado e tuas duvidas,
vem cuidar de mim, que sou tua, me ame como ontem
Eu te quero como sempre, pra sempre
pra sempre
terça-feira, 10 de maio de 2011
latencia
Então eu grito e pouco da minha voz se ouve
Por que já é tão vazio o espaço que nada mais ecoa
E meu poema tem sido tão triste
Tenho sido barbarizada, violentada
E não quero que isto se naturalize em mim,
ainda que grande parte da vida tenha sido assim
A solidão, o isolamento, a indiferença me apavoram
Me retardam, porém não me calo,
Meu peito anda calejado, mas a cada tapa ainda sangro por dentro
Eu não quero dar conta
Eu não deveria, isto não devia estar sendo dito
Eu queria sim, aquele mundo mais digno,
Queria poemas e canções bonitas
A cada pedrada que levo fico mais longe deste sonho
Por que só penso, depois, em retribuir tal gesto
Penso em afogar uma magoa ou outra,
Penso que meus nervos não vão suportar mais injurias
Mais descaso ou mais misérias
Posso esquecer uma ou outra ofensa
Posso ignorar uma ou outra violência
Mas não posso me acomodar a isto
Ainda que não haja em vista nenhuma outra realidade
Há em mim latência, a palavra pulsa
A vida inflama,
Por que ainda há desejo,
Há um sonho
E muitas vozes que gritam comigo...
Então logo minha força se refaz
Por que se sangra ainda há existência
E eu ainda estou viva.
Por que já é tão vazio o espaço que nada mais ecoa
E meu poema tem sido tão triste
Tenho sido barbarizada, violentada
E não quero que isto se naturalize em mim,
ainda que grande parte da vida tenha sido assim
A solidão, o isolamento, a indiferença me apavoram
Me retardam, porém não me calo,
Meu peito anda calejado, mas a cada tapa ainda sangro por dentro
Eu não quero dar conta
Eu não deveria, isto não devia estar sendo dito
Eu queria sim, aquele mundo mais digno,
Queria poemas e canções bonitas
A cada pedrada que levo fico mais longe deste sonho
Por que só penso, depois, em retribuir tal gesto
Penso em afogar uma magoa ou outra,
Penso que meus nervos não vão suportar mais injurias
Mais descaso ou mais misérias
Posso esquecer uma ou outra ofensa
Posso ignorar uma ou outra violência
Mas não posso me acomodar a isto
Ainda que não haja em vista nenhuma outra realidade
Há em mim latência, a palavra pulsa
A vida inflama,
Por que ainda há desejo,
Há um sonho
E muitas vozes que gritam comigo...
Então logo minha força se refaz
Por que se sangra ainda há existência
E eu ainda estou viva.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Fechando ciclos
Um pouco de paz... e só...
Está tudo girando, se rompendo, é preciso jogar tanta coisa fora...
É preciso colocar tanta coisa em seu lugar...
Faz tempo... que não quero ser forte em todos os momentos.
Quero um agora um pouco mais sereno do que o ontem...
Que minhas bobeiras possam ser mais leves, é meu ano novo de novo, estou passando, cansada por tentar acalmar corações para que no fundo, eu não seja mais atingida, ou mesmo que estes conflitos causem menos impacto em mim.
Quero a serenidade sim de quem se tornou um pouco mais amadurecida, e assim sendo, tenha criado alguns calos pra sentir um pouco menos tanta desordem...
Quero não ter cegado pela pressa que tenho de enfrentar em mim todos dias pra ser qualquer coisa na vida, quero saber se dei frutos bons ao mundo e as pessoas que esperam de mim um pouco mais de humanidade. Quero não ter, por qualquer razão estranha a minha vontade, causado tantos estragos e assim sendo, criado alguma esperança que não quero em mim, ver morta...
Quero por minha natureza, rupestre as vezes, densa e por vezes nervosa, não ter deixado lições tortas aqueles que neste ano cruzaram meu caminho...
Espero que ainda haja pelos dias que ão de vir, sustentar minha cabeça, meu corpo e meus desejos para os mesmos me dêem sentido para que, assim eu possa viver mais alguns dias ilesa de minha propria maldade e que eu possa dar esta resposta ao meu proprio mundo, por que só tendo estas mudanças efetivas e internas é que poderei cobrar aquilo que almejo dos outros e da vida como um todo...
Está tudo girando, se rompendo, é preciso jogar tanta coisa fora...
É preciso colocar tanta coisa em seu lugar...
Faz tempo... que não quero ser forte em todos os momentos.
Quero um agora um pouco mais sereno do que o ontem...
Que minhas bobeiras possam ser mais leves, é meu ano novo de novo, estou passando, cansada por tentar acalmar corações para que no fundo, eu não seja mais atingida, ou mesmo que estes conflitos causem menos impacto em mim.
Quero a serenidade sim de quem se tornou um pouco mais amadurecida, e assim sendo, tenha criado alguns calos pra sentir um pouco menos tanta desordem...
Quero não ter cegado pela pressa que tenho de enfrentar em mim todos dias pra ser qualquer coisa na vida, quero saber se dei frutos bons ao mundo e as pessoas que esperam de mim um pouco mais de humanidade. Quero não ter, por qualquer razão estranha a minha vontade, causado tantos estragos e assim sendo, criado alguma esperança que não quero em mim, ver morta...
Quero por minha natureza, rupestre as vezes, densa e por vezes nervosa, não ter deixado lições tortas aqueles que neste ano cruzaram meu caminho...
Espero que ainda haja pelos dias que ão de vir, sustentar minha cabeça, meu corpo e meus desejos para os mesmos me dêem sentido para que, assim eu possa viver mais alguns dias ilesa de minha propria maldade e que eu possa dar esta resposta ao meu proprio mundo, por que só tendo estas mudanças efetivas e internas é que poderei cobrar aquilo que almejo dos outros e da vida como um todo...
terça-feira, 3 de maio de 2011
Indo
Eu não queria ter aquela sensação de quem quer voltar...
Mesmo que para olhar o horizonte não haja ainda aquela dúvida, se este não seria o melhor lugar...
Quero ainda ter aquele gosto de que de repente, eu tenha de ma dar conta, mais a frente, de que me falta uma parte da minha vida...
Dizem que a vida é feita de pequenos momentos de angustia e relaxamento, de desespero e equilibrio e ... e com tudo isto crescemos, absorvemos uma pequena parte do sentido da vida...tão doce e acre em todo tempo.
Agora me sinto tão mirra, há decisões em vista...e não queria ter duvidas sobre o que é melhor, talvez seja apenas seguir...
Não quero ter neste momento aquele exato sentimento, de quem está indo mas não quer ir...
Mesmo que para olhar o horizonte não haja ainda aquela dúvida, se este não seria o melhor lugar...
Quero ainda ter aquele gosto de que de repente, eu tenha de ma dar conta, mais a frente, de que me falta uma parte da minha vida...
Dizem que a vida é feita de pequenos momentos de angustia e relaxamento, de desespero e equilibrio e ... e com tudo isto crescemos, absorvemos uma pequena parte do sentido da vida...tão doce e acre em todo tempo.
Agora me sinto tão mirra, há decisões em vista...e não queria ter duvidas sobre o que é melhor, talvez seja apenas seguir...
Não quero ter neste momento aquele exato sentimento, de quem está indo mas não quer ir...
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