Entre

E ai puxe a cadeira, sente nas paredes, aqui tudo é permitido, menos palavrão, pelo menos você não, de resto fique a vontade...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

amor selvagem

Eu pensei em pedir desculpas...mas não pude, travou tudo na garganta Era pra ter dito alguma coisa que não te ferisse Mas eu fiquei ressentida Toda alma ressentida as vezes quer o sangue da outra alma Pra nadarmos os dois nas mesmas margens Foi violento também Foi feito de amor selvagem, daqueles que rasgam a carne: deixam pele e unha e pelos ... Você deixou teus restos pela casa pela cama pelo banheiro E fui eu quem ficou em pedaços Não perdoei o teu desmantelo Eu queria arranhar tua pele por dentro Até você pedir arrego Até você chorar ... eu queria, mas tua lagrima também me doía E eu te magoei as vezes eu sei Te fiz virar criança insegura Mas era minha defesa, era pra saber se ainda sentia Agora não tenho mais tua fala Nem teu rosto Nem teu sorriso O amor que era selvagem Não sobreviveu domesticado... Um abraço ...mas eu ainda não te perdoei ... Só te fiz mais um poema Talvez um dia ele se acabe quando teu cheiro Não estiver em qualquer parte da minha lembrança! Se estiver por ai um dia e alguma coisa minha ainda te afetar Saiba que não te perdoei ainda ... Mas tenho um amor ainda muito grande gritando feito um louco te esperando me encontrar...

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