Tecer-me livremente por palavras, gritos sentidos, choros que não calei, declarações por fazer, versos que li, coisas assim...
Entre
E ai puxe a cadeira, sente nas paredes, aqui tudo é permitido, menos palavrão, pelo menos você não, de resto fique a vontade...
segunda-feira, 23 de junho de 2014
despedidas ...
Ele chegou com seu perfume mais doce...
Estava de moletons e tênis... Não era comum... Achei estranho mas não disse nada.
Ficou sério...nenhuma piada...esfriou tudo do meu peito pra baixo, do ventre até as costas...minha cara ficou quente...
Pegou o celular e colocou no bolso... parecia estratégia...olhava a porta...
Não me encarou a manhã inteira e ficou quase o tempo todo mudo.
Almoçamos juntos...queria chorar aos montes, dar um tapa nele, mas permaneci em silencio, quase imóvel. Imaginei que se me mexesse eu me perderia inteira...
Queria aproveitar os últimos minutos.
Pediu para buscar um vinho, senti alivio, me achei tonta e ri sozinha.
Demorou uma eternidade, voltou mais risonho, disse ter encontrado uns amigos...
Bebemos uns primeiros goles, ele disse que me achava linda.
Levantei pra encher nossas taças e ele me pegou pelo braço...
Calor novamente, quase me joguei inteira em cima dele...seu toque me desequilibrava o corpo todo...
Me encarou e disse "que me amava, mas não sabia o que acontecia com ele, não era eu, o problema era ele"...Uma lacuna se estendeu onde antes havia só ele...
Peguei o vinho, e joguei nele...Foi saindo meio de lado... não dizia nada. Ele entendeu.
Peguei tudo dele e joguei na rua...acordei na calçada aquela noite, também jogada...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário