Eu chorei quando li o Pequeno principe a primeira vez...
Esta semana estava lendo um livro chamado Muito longe de casa, e chorei no ônibus, mas fiquei feliz comigo, achei que minha sensibilidade não havia evaporado com as dores do dia dia a dia. Liguei pra alguns amigos, fui dançar a noite... não estou entediada hoje, apenas em paz...coisas simples acontecem...
Tem uma frase deste mesmo livro que é um diálogo entre o autor e sua avó:
"no céu estão todas as respostas e explicações para tudo: cada dor, cada sofrimento, alegria e confusão."
Olhei para céu hoje mas chovia... eu não sabia como conversar com ele. Mas senti que precisava reaprender... as coisas vão rolando, as vezes fico triste, me decepciono, vou ouvir o que o céu tem a me dizer, talvez seja melhor que as minhas simples explicações.
Tecer-me livremente por palavras, gritos sentidos, choros que não calei, declarações por fazer, versos que li, coisas assim...
Entre
E ai puxe a cadeira, sente nas paredes, aqui tudo é permitido, menos palavrão, pelo menos você não, de resto fique a vontade...
domingo, 26 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
de hoje em diante
Quero pensar daqui pra frente
Daqui pra frente sem você
Por que me saiu muito caro
O gostar pelo gostar
Esta brincadeira tão séria
De achar que não era sério
De achar por engano que você estava na minha
Fiquei mal humorada
Estou meio triste sim, mas não estou morrendo
Quero só mais alguns dias
Meu coração não vai estar refeito
Mas poderá ter condições de começar de novo
É isso
Daqui pra frente sem você
Por que me saiu muito caro
O gostar pelo gostar
Esta brincadeira tão séria
De achar que não era sério
De achar por engano que você estava na minha
Fiquei mal humorada
Estou meio triste sim, mas não estou morrendo
Quero só mais alguns dias
Meu coração não vai estar refeito
Mas poderá ter condições de começar de novo
É isso
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Era só o que eu não tinha, paciência..
Agora corro frouxa... me esqueci de que o céu era imenso...
Me esqueci que você dizia coisas que eram irreais...
Gostei de tê-lo acreditado, e agora que te imagino em um pouco mais de conforto, eu é que preciso de um ombro amigo pra continuar por mais alguns dias... Lá vai, acena de longe...
Me deixa entristecer apenas, vou estar melhor nas outras tardes...nas que virão.
Agora corro frouxa... me esqueci de que o céu era imenso...
Me esqueci que você dizia coisas que eram irreais...
Gostei de tê-lo acreditado, e agora que te imagino em um pouco mais de conforto, eu é que preciso de um ombro amigo pra continuar por mais alguns dias... Lá vai, acena de longe...
Me deixa entristecer apenas, vou estar melhor nas outras tardes...nas que virão.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
lembranças
De todo gesto, de todo encontro, de todo acaso, ficou teu gosto, ficou teu cheiro e a sensação de que as certezaS não passaram de meras coincidências...
Sei la de quem é tava escrito na porta do banheiro...
Sei la de quem é tava escrito na porta do banheiro...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O amor não é senão o desejo; e assim, o desejo é o princípio original de que todas as nossas paixões decorrem, como os riachos da sua origem; por isso, sempre que o desejo de um objecto se acende nos nossos corações, pomo-nos a persegui-lo e a procurá-lo e somos levados a mil desordens.
Miguel Cervantes
Miguel Cervantes
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
COEXISTINDO...
De repente pode ter sido apenas coincidência
Estarmos coexistindo num mesmo espaço de tempo
Talvez eu condenada por leis astrológicas
Talvez você um insulto a minha condição de miséria
Eu reduzida aos nós dos acasos
Você fruto de uma alegria terna que tão bela me violenta
Por intermédio da razão que dita as coisas do mundo
Você me aparece assim, tão sem respeito a minha condição de corpo sem vida
Revelando tudo que vai desordenado
Denunciando a minha doença de ser incapaz
De dar um passo alem destes limites
Denunciando os desejos estranhos que mendigo de você
Um feitiço lançado ao bobo, impondo uma lei severa de estar viva
De estar quente,
Não quero ir alem disto
Toda a minha vontade é satisfeita
Assim que tua imagem se desenha a minha frente
Pois apenas teu sorriso pode ser melhor que meu nada
Você emana um calor agitado
Que perturba a minha pele
E como por mágica
Um pouco dos teus olhos faz brotar em mim
Uma doçura leve e pura
Mas foi pura coincidência, imaginação minha do teu cheiro, do teu gosto
Minha vida continua, menos sem graça agora
Você foi um minuto de paz em minha intima guerra
Mas como te manter seguro de minhas batalhas?
Amanhã quando o sol se por, minha terra será novamente bombardeada
E você uma lembrança viva de alguma fantasia minha
Que insistiu em não morrer
Com as flores,
Talvez não reste muita força para a escrita
Passei um pouco da conta
Porem hoje enquanto nem anoitece
Seja bom pelo menos o sonho,
E as cócegas que sinto por ter existido em você.
Estarmos coexistindo num mesmo espaço de tempo
Talvez eu condenada por leis astrológicas
Talvez você um insulto a minha condição de miséria
Eu reduzida aos nós dos acasos
Você fruto de uma alegria terna que tão bela me violenta
Por intermédio da razão que dita as coisas do mundo
Você me aparece assim, tão sem respeito a minha condição de corpo sem vida
Revelando tudo que vai desordenado
Denunciando a minha doença de ser incapaz
De dar um passo alem destes limites
Denunciando os desejos estranhos que mendigo de você
Um feitiço lançado ao bobo, impondo uma lei severa de estar viva
De estar quente,
Não quero ir alem disto
Toda a minha vontade é satisfeita
Assim que tua imagem se desenha a minha frente
Pois apenas teu sorriso pode ser melhor que meu nada
Você emana um calor agitado
Que perturba a minha pele
E como por mágica
Um pouco dos teus olhos faz brotar em mim
Uma doçura leve e pura
Mas foi pura coincidência, imaginação minha do teu cheiro, do teu gosto
Minha vida continua, menos sem graça agora
Você foi um minuto de paz em minha intima guerra
Mas como te manter seguro de minhas batalhas?
Amanhã quando o sol se por, minha terra será novamente bombardeada
E você uma lembrança viva de alguma fantasia minha
Que insistiu em não morrer
Com as flores,
Talvez não reste muita força para a escrita
Passei um pouco da conta
Porem hoje enquanto nem anoitece
Seja bom pelo menos o sonho,
E as cócegas que sinto por ter existido em você.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Agora quando me zango com as coisas eu fico quieta. Não sou instrospectiva... mas agente acaba sendo obrigada a ser... minha luta eu nunca deixei de lado, mas estou aprendendo a brigar diferente, cansei de ficar de peito aberto, levei minhas lições pra casa, estou ficando mais forte ou mais mansa... será que conseguiram domesticar a fera?
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
foi em uma tarde
E foi em uma tarde
Apareceu teu sorriso e ele era lindo
Eu quase me perdi nele
Me chamou com os braços
Eu não te encarei
No fundo era por medo ou vaidade já nem sei
Nossa canção era agente rindo
E ela tocou por muito tempo
Nosso quadro era ficar nos amando pela tarde afora
Foi a maior poesia, a mais colorida,
Você em mim eu em você
eu rodei
A toalha amassada
A cortina fechada, você me embriagou
Não me disse adeus nunca
E eu não soube terminar o poema
Eu só chorei, se tivesse visto como
Me espalhei sobre o chão
Não mais me encarei
E ainda te espero
Como naquela tarde
De sol amarelo
Não sei se era a luz ou teu cabelo
Sei que parei no teu cheiro
Fiquei nas tuas mãos, presa do teu olhar
Olho a estrada, o vejo chegar
E agora eu sinto, Daria o mundo
Para ouvir nossa canção por mais alguns segundos
Hoje talvez nem seja mais possível como um sonho que não se realiza
Aprendi a ser breve, a dar adeus com as mãos
Mas eu fico atrás da cortina e desenho teu corpo no sofá
Te amo por horas depois me dou conta
Que é tarde e a distancia se fez presente, concreta
te levou de mim.
Apareceu teu sorriso e ele era lindo
Eu quase me perdi nele
Me chamou com os braços
Eu não te encarei
No fundo era por medo ou vaidade já nem sei
Nossa canção era agente rindo
E ela tocou por muito tempo
Nosso quadro era ficar nos amando pela tarde afora
Foi a maior poesia, a mais colorida,
Você em mim eu em você
eu rodei
A toalha amassada
A cortina fechada, você me embriagou
Não me disse adeus nunca
E eu não soube terminar o poema
Eu só chorei, se tivesse visto como
Me espalhei sobre o chão
Não mais me encarei
E ainda te espero
Como naquela tarde
De sol amarelo
Não sei se era a luz ou teu cabelo
Sei que parei no teu cheiro
Fiquei nas tuas mãos, presa do teu olhar
Olho a estrada, o vejo chegar
E agora eu sinto, Daria o mundo
Para ouvir nossa canção por mais alguns segundos
Hoje talvez nem seja mais possível como um sonho que não se realiza
Aprendi a ser breve, a dar adeus com as mãos
Mas eu fico atrás da cortina e desenho teu corpo no sofá
Te amo por horas depois me dou conta
Que é tarde e a distancia se fez presente, concreta
te levou de mim.
sábado, 4 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
E cidade concretando
Eu não me lembro das flores. Recordo-me sempre dos carros, do asfalto, dos faróis...
Daquela música irritante nas padarias e lojas. Das árvores que mais se parecem prédios,
dos prédios que me lembram aqueles monstros gigantes que dão a impressão de que a qualquer momento vão criar pernas e sair caminhando... Ordenando o caos e fazendo as pessoas despertarem. É triste não me lembrar das flores, elas não aparecem aqui nem por desenhos nas paredes, e eu gosto tanto de flores... nem nas artes abstratas, nem na cabeleiras das moças, nem nos canteiros esquecidos e derrubados.
Eu lembro das pessoas que passam e nunca se olham, se esgueiram tortas e incômodas, pra nunca se tocarem, para de repente nem ter que se olharem...
Ai vejo algumas que se conhecem, se abraçam e se beijam, mas continuam correndo, não podem parar, ao final é como se nunca tivessem se visto, como se a vida não tivesse sido um pouco interrompida...
Tudo vai ruindo e cessando. Pessoas de mármore que saíram do asfalto se consumindo, se estripando, mas quem é que nota? Não é cena de um filme, ou a realidade virou cinema.
Eu vejo o sol se abrigando por entre os prédios cinzas. Eu queria mesmo era ter as flores... Eu já nem sei mais se eu as vi.
Daquela música irritante nas padarias e lojas. Das árvores que mais se parecem prédios,
dos prédios que me lembram aqueles monstros gigantes que dão a impressão de que a qualquer momento vão criar pernas e sair caminhando... Ordenando o caos e fazendo as pessoas despertarem. É triste não me lembrar das flores, elas não aparecem aqui nem por desenhos nas paredes, e eu gosto tanto de flores... nem nas artes abstratas, nem na cabeleiras das moças, nem nos canteiros esquecidos e derrubados.
Eu lembro das pessoas que passam e nunca se olham, se esgueiram tortas e incômodas, pra nunca se tocarem, para de repente nem ter que se olharem...
Ai vejo algumas que se conhecem, se abraçam e se beijam, mas continuam correndo, não podem parar, ao final é como se nunca tivessem se visto, como se a vida não tivesse sido um pouco interrompida...
Tudo vai ruindo e cessando. Pessoas de mármore que saíram do asfalto se consumindo, se estripando, mas quem é que nota? Não é cena de um filme, ou a realidade virou cinema.
Eu vejo o sol se abrigando por entre os prédios cinzas. Eu queria mesmo era ter as flores... Eu já nem sei mais se eu as vi.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
tem dias que ...
Esqueci a carteira, o dinheiro e a cabeça...
Esqueci do tempo, levei multa, perdi o ônibus
Quase xinguei um moço
Fiquei puta
Sai correndo ouvindo os lamentos
Com a fome num bolso, um olho monco e o outro torto
Com a fé frouxa, cheguei no ponto...
Arranquei da garganta um obrigada que eu não queria dizer
Me senti traída, estava de mal humor e ainda tinha de ser polida
Meu peito ta inchado minha espinha inflamada
Faz tempo que não te vejo
Só escuto gente me espezinhando
Falando da minha roupa, do meu bocejo
Estou muito é fula, de toda esta vida,
de gente mal comida, que cuida do que não tem
Estou cansada de achar que alguém se importa
Eu quero que você saia da minha porta
Não fale do meu cachorro
Não faça piada da minha desgraça
Por que não sou obrigada a dar risada
E se ficar me lanhando te pego lá fora...
Por que se eu for artista eu quero o meu cachê
Esqueci do tempo, levei multa, perdi o ônibus
Quase xinguei um moço
Fiquei puta
Sai correndo ouvindo os lamentos
Com a fome num bolso, um olho monco e o outro torto
Com a fé frouxa, cheguei no ponto...
Arranquei da garganta um obrigada que eu não queria dizer
Me senti traída, estava de mal humor e ainda tinha de ser polida
Meu peito ta inchado minha espinha inflamada
Faz tempo que não te vejo
Só escuto gente me espezinhando
Falando da minha roupa, do meu bocejo
Estou muito é fula, de toda esta vida,
de gente mal comida, que cuida do que não tem
Estou cansada de achar que alguém se importa
Eu quero que você saia da minha porta
Não fale do meu cachorro
Não faça piada da minha desgraça
Por que não sou obrigada a dar risada
E se ficar me lanhando te pego lá fora...
Por que se eu for artista eu quero o meu cachê
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