Entre

E ai puxe a cadeira, sente nas paredes, aqui tudo é permitido, menos palavrão, pelo menos você não, de resto fique a vontade...

domingo, 17 de abril de 2011

Preciso entrar em tua carne,
sentir o quanto pesa o teu desejo
pra acreditar na veracidade disto tudo
Eu até preciso da dúvida, ainda que me fira, que ponha a carne viva
Por que aprendi a vida inteira que o amor nos deixava aos pedaços
Aprendi a ter medo do que me eleva sem doer
Aprendi a não me deixar ser levada por que o que era bonito demais
adveio de falsas promessas
Então eu preciso te sentir, sentir o tudo
Desde o seu inferno até o seu pesar
Teu fogo e tuas cicatrizes
tuas incertezas e tempestades
haverão marcas dos nossos encontros e desvelos
Em nossas paredes e quadros
Nossos passados se encontrarão e trarão toda espécie de desassossego
pois só ele, o passado, é testemunha do que nos tornamos
carne, suor e sentimentos
tua canção toca em mim a cada manhã
e eu sei que tudo isto também
é como chamamos o amor

Um comentário:

Migh Danae disse...

e e tempestades
Te amo. Nem sei o que escrever. Me roubastes as palavras, o fôlego...