Sim gosto de ti, enredada num desejo mascavo e pueril
E nisto se cabe todo o sentido
Atravancada por vontades tolas
Embora enrustida em promessas e dramas
Me concedo a frenesi de externar em mim
As vertentes que guardo sobre as singularidades do que é querer
E amo-te envaidecida, e febrilmente
Como aquele corpo quente que lhe entrego todas as noites
Te chamo querendo me achar por teu corpo e teu cheiro
E tendo a certeza que uma vida inteira ainda seria pouco
A tudo que gostaria de lhe mostrar
E como minha memória sempre falha
Eu nunca lhe digo tudo
E aquilo que chamaria de absurdo
Fica subentendido, pelos gemidos que um toque seu me faz revelar,
E te entrego meus segredos e gestos
Ainda que sob juras e protestos
Foi em você onde aprendi a conjugar o verbo amar
Nenhum comentário:
Postar um comentário