Entre

E ai puxe a cadeira, sente nas paredes, aqui tudo é permitido, menos palavrão, pelo menos você não, de resto fique a vontade...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Alinhando

Dei por falta de mim...
E era muito difícil evitar, agora que tudo está se alinhando
Ainda não consigo findar o verso
Ao cair da tarde as coisas ainda vagueiam
Eu penso que talvez um alucinógeno resolva
Um amolgo resolva... um nó, um toque de tambor
Mas ainda assim me perco toda ainda que presa em teu peito
Vou me levando, me balançando
Aquele flerte com o tempo... eu espero um pouco mais
Me externo fingindo afores
Mesmo assim não reduz ilusões, nem mesmo o que herdei
Por que me sinto a beira do despenhadeiro
E tu me olhas de longe fingindo complacência
Sabe que não estarás aqui quando amanhecer o dia
Sabe que não decorei o passado
E vivo como se tudo fosse novo
Mesmo que eu saiba das dores, reluto
Eu chorei mesmo, assumo, no finito dos meus dias, eu sei agora
quero sim, perder estas coisas que são tuas
e no minuto seguinte eu morrerei, pois vou tê-lo quisto ainda mais...
e vou ter medo, vou ser morna e febril, vou te revelar minhas cartas
eu já perdi este jogo...

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