Fala, mas fala bem devagarinho...
que eu quero acompanhar cada pedaço,
como se eu estivesse a te degustar
Então crava a tua estrada
na porta da minha entrada
Escreva teu nome em minha janela
Me olhe inteira, daquela maneira
De quem sabe o que quer dar
Mas que me toma inteira
E sei que tudo isto não é justo
Este amor, é um amor puto,
que nasceu só pra te fazer gozar...
então fala, mas fala baixinho
entra por minhas veias
me confunde toda
Por que quero me perder de vista
Ainda que correndo risco de jamais voltar completa
Eu quero ainda me enrolar no teu cheiro
Me afogar nos teus sabores,
Desejo ser a tua dor e a tua cura
Ser teu pedaço de céu
Desejo ser teu porre e tua ressaca
Ser um pouco das tuas lágrimas e uma parte do tom da tua risada
Desejo ser teu arrepio e teu medo
Teu absurdo, e tuas dúvidas
tua loucura, tua pátria
Desejo ser tua, como meu corpo adormecido
quando relaxa junto ao teu
Desejo estar no toque que te acende
Estar na corrente que te orienta
Desejo invadir tuas noites e teus sonhos
Então serei absolutamente tua
como a semente está para a terra
Meu espírito estará para teu peito
E minha direção para teus planos.
Tecer-me livremente por palavras, gritos sentidos, choros que não calei, declarações por fazer, versos que li, coisas assim...
Entre
E ai puxe a cadeira, sente nas paredes, aqui tudo é permitido, menos palavrão, pelo menos você não, de resto fique a vontade...
sábado, 22 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Alinhando
Dei por falta de mim...
E era muito difícil evitar, agora que tudo está se alinhando
Ainda não consigo findar o verso
Ao cair da tarde as coisas ainda vagueiam
Eu penso que talvez um alucinógeno resolva
Um amolgo resolva... um nó, um toque de tambor
Mas ainda assim me perco toda ainda que presa em teu peito
Vou me levando, me balançando
Aquele flerte com o tempo... eu espero um pouco mais
Me externo fingindo afores
Mesmo assim não reduz ilusões, nem mesmo o que herdei
Por que me sinto a beira do despenhadeiro
E tu me olhas de longe fingindo complacência
Sabe que não estarás aqui quando amanhecer o dia
Sabe que não decorei o passado
E vivo como se tudo fosse novo
Mesmo que eu saiba das dores, reluto
Eu chorei mesmo, assumo, no finito dos meus dias, eu sei agora
quero sim, perder estas coisas que são tuas
e no minuto seguinte eu morrerei, pois vou tê-lo quisto ainda mais...
e vou ter medo, vou ser morna e febril, vou te revelar minhas cartas
eu já perdi este jogo...
E era muito difícil evitar, agora que tudo está se alinhando
Ainda não consigo findar o verso
Ao cair da tarde as coisas ainda vagueiam
Eu penso que talvez um alucinógeno resolva
Um amolgo resolva... um nó, um toque de tambor
Mas ainda assim me perco toda ainda que presa em teu peito
Vou me levando, me balançando
Aquele flerte com o tempo... eu espero um pouco mais
Me externo fingindo afores
Mesmo assim não reduz ilusões, nem mesmo o que herdei
Por que me sinto a beira do despenhadeiro
E tu me olhas de longe fingindo complacência
Sabe que não estarás aqui quando amanhecer o dia
Sabe que não decorei o passado
E vivo como se tudo fosse novo
Mesmo que eu saiba das dores, reluto
Eu chorei mesmo, assumo, no finito dos meus dias, eu sei agora
quero sim, perder estas coisas que são tuas
e no minuto seguinte eu morrerei, pois vou tê-lo quisto ainda mais...
e vou ter medo, vou ser morna e febril, vou te revelar minhas cartas
eu já perdi este jogo...
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Lascisante
Gosto disto, fiquei meio a esmo, estando, me testando e vi de certa forma do que gosto, gosto de fazer o que amo, gosto de acordar todos os dias pra isto... e me sentir cada vez mais lasciva... Ainda faço questão de não marcar hora, de nem sempre ter tudo planejado, de as vezes dar um sinal de que minhas veias estão saltando, que procuro não me esconder entre palavras, e que erro e nem sempre assumo o quanto errei...Hoje em plena escuridão dos meus pensamentos, há momentos em que ele retumba, me dando a entender que nunca vou ter domínio de tudo... mas é assim que a vida se apresenta a mim, e se procurar me enquadrar vou chegar ao meu limite, e vou perder as coisas que só um olhar simples e tocado é capaz de contemplar, como aqueles rostos bonitos e infantis, como aqueles silencios da madrugada que as vezes são rompidos, por aqueles que dançam e vivem, como vou conseguir ouvir os eu te amo que devem ser cheios significados, daqueles olhares enfeitiçados que embora jogados ao acaso, possam encurtar o enredo e de que repente se encontrar, quero ouvir canções de amor e torcer pra que eu não endureça, torcer pra que alguém percebendo isto, me traga de volta a realidade que não deve ser de todo crua, e dura... E neste todo quero ouvir aquele assovio e assim, devo deixa-lo arrepiar meu espírito, quero mais não ter vergonha de parecer tola, por que meu espetaculo se dará ainda por dias, e enquanto não fecham as cortinas eu preciso me dar conta de experimentar sempre um novo começo... mesmo que alguém me diga que não será possível o final que planejo. Quero por fim tomar porres noturnos, sangrar pelo que foi perdido, afagar meus amigos em conversas intermináveis, acreditar que nos meus planos infalíveis, regurgitar o que não foi justo, abraçar aquilo que era meu e nunca ficarei sabendo, pensar novamente que deveria ter acordado mais cedo, não me arrepender nenhum só momento pela vida que entreguei ao que acreditava e a quem acreditava. Estar feliz e triste por amar alguém e saber que é deste jeito, estarei feliz por ele me faz bem e triste por que se ausenta... e estas coisas malucas que saem de mim desbaratadas e quentes, me põe do avesso, me dá enredo, me diz um pouco sobre quem de fato eu sou e o que ainda não cheguei a ser...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Enquanto durou...
Ele olhava pra ela... e de fato não sabia o que lhe dizer. Apenas sentia e dentro dele, as emoções lhe fundiam. Pensava que podia deixar de lado, pensava que quando fosse hora, não teria dúvidas, pensou que era só partir.
Mas agora seu coração rugia, como se tudo que tivesse vivido até agora fosse um engano, suas crenças e sonhos, estava em si magoado, pelas coisas que ele mesmo havia causado, decretou seu estado de torpor, e como para fingir-se resignado aceitou...
ela estava agora calma ja havia sofrido todas as outras coisas de antemão, nada lhe fugia a regra, nada era muito novo, sentiu dó por ele, o reconhecia, sabia de sua frustração interna, mas não o ajudou... pensou no todo, que há coisas que não se absorvem...
Então como se fosse dada evidencia, ele se despediu, sem abraço, sem beijo, apenas um olhar no vazio, ele era assim... ela não relutou, aceitou, mesmo que em si, tivesse todas as lágrimas a postos, de careta engatilhada torceu pra que ele saísse rápido e não visse a batalha que agora iria travar consigo mesma. Sabia das canções que agora ouviria, sabia dos porres que tomaria,
Ele catalogaria novamente os fatos, aquilo que deu errado, prometeria a si mesmo fazer diferente na próxima, desacreditaria de sua existência, formularia novos e ligeiros planos...
Os dias que virão serão temíveis, sabem exatamente como o será, pois já os vivenciaram antes...só não entendem por que foi tão difícil, e pensam, só pensam...
Eles sempre se antecederam aos fatos, e agora, são apenas alguns dias, mas eles tem medo de abrir os olhos quando amanhece o dia. Tem medo dos bons dias que terão de dar, dos amigos que evidentemente vão encontrar pelo caminho e que lhes perguntarão sobre o passado que estão tentando apagar...
Sabem que não foi um adeus pra sempre, mas entendem que tudo agora será muito diferente...e pensam que gostariam de voltar antes de tudo isto, pra viver de novo, pra ser de novo o que não conseguiram ser por falta de experiência, vão chorar um pouco, não vão querer ficar só, vão cometer todas as loucuras de antes novamente... Eles sabiam que tudo isto aconteceria, apenas adiaram o fim por alguns dias...
Mas agora seu coração rugia, como se tudo que tivesse vivido até agora fosse um engano, suas crenças e sonhos, estava em si magoado, pelas coisas que ele mesmo havia causado, decretou seu estado de torpor, e como para fingir-se resignado aceitou...
ela estava agora calma ja havia sofrido todas as outras coisas de antemão, nada lhe fugia a regra, nada era muito novo, sentiu dó por ele, o reconhecia, sabia de sua frustração interna, mas não o ajudou... pensou no todo, que há coisas que não se absorvem...
Então como se fosse dada evidencia, ele se despediu, sem abraço, sem beijo, apenas um olhar no vazio, ele era assim... ela não relutou, aceitou, mesmo que em si, tivesse todas as lágrimas a postos, de careta engatilhada torceu pra que ele saísse rápido e não visse a batalha que agora iria travar consigo mesma. Sabia das canções que agora ouviria, sabia dos porres que tomaria,
Ele catalogaria novamente os fatos, aquilo que deu errado, prometeria a si mesmo fazer diferente na próxima, desacreditaria de sua existência, formularia novos e ligeiros planos...
Os dias que virão serão temíveis, sabem exatamente como o será, pois já os vivenciaram antes...só não entendem por que foi tão difícil, e pensam, só pensam...
Eles sempre se antecederam aos fatos, e agora, são apenas alguns dias, mas eles tem medo de abrir os olhos quando amanhece o dia. Tem medo dos bons dias que terão de dar, dos amigos que evidentemente vão encontrar pelo caminho e que lhes perguntarão sobre o passado que estão tentando apagar...
Sabem que não foi um adeus pra sempre, mas entendem que tudo agora será muito diferente...e pensam que gostariam de voltar antes de tudo isto, pra viver de novo, pra ser de novo o que não conseguiram ser por falta de experiência, vão chorar um pouco, não vão querer ficar só, vão cometer todas as loucuras de antes novamente... Eles sabiam que tudo isto aconteceria, apenas adiaram o fim por alguns dias...
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Erros
Hoje estava ouvindo uma canção... uma parte dela, mesmo sem que eu soubesse a tradução, me falava de solidão... e eu pensei que fosse um erro, quando dois corações batem juntos, e ainda assim, se sentem sozinhos...
Então, num momento seguinte, um culparia ao outro por suas fraquezas e aquela canção que ouviam juntos, ficaria cada vez mais distante. Então ele lhe diria que talvez fosse melhor caminhar sozinho, e ela o chamaria de covarde por isto. E sem entender seus medos, abririam suas garrafas de vinho, dariam nomes a seus ruídos internos, os chamariam de dramas e se sentiriam resignados, dizendo a sua própria mente, que foi melhor assim...
E acabaria realmente o sentido de suas piadas tolas, aquelas que só os dois entendiam, ainda que os dias tenham sido mais bonitos, ainda que os sorrisos tenham sido livres, ainda que seus corpos tenham se entendido, ainda que que as canções ouvidas, a partir de agora, venham a sair do tom... mesmo que eles tenham aprendido que amar, era de uma outra forma: era daquele jeito que não doía, como nos filme de amor brega que costumavam assistir juntos... Que poderia ser sonho sem ter havido planos...ainda assim, mesmo sentindo ao final da tarde que o dia inteiro não lhe valeu apena, talvez eles pensem agora, que o ritmo de suas batidas sejam realmente diferentes, e que por tanto, tal compasso não valesse mais apena ser tentado.
Eles olharão para o céu de lugares distantes agora, e vão pensar conseqüentemente que poderiam ter feito mais e melhor, mas será tarde, talvez eles pensem que se pudessem ter se encontrado mais cedo, sem tantos ruídos, sem os discos arranhados, quem sabe a canção poderia continuar tocando ao fundo...das ruas antigas, do quarto apagado, dos corações em brasa...
Ele também achou, que cercado de experiências, os sinais de suas mágoas ficariam menos perceptíveis, então contou pouco sobre si mesmo, entristeceu-se por isto, mas não conseguiu fazer diferente, carregou-a, foi gentil, mas sabe que foi pouco e não teve mais para dar...
Ela ficou, quis ter o melhor que podia dele, exigiu, brigou, mas ao final, fraquejou, as mágoas também nasciam dela...
A vida passa mais devagar, as cores se misturam, o disco vai e volta, e não há mais sinal, apenas suspiros que tentam vencer a madrugada de corações que agora batem solitários até o amanhecer... até que forjem uma nova tentativa, até que consigam esquecer os erros, até que não sintam mais saudades, até que as canções sejam apenas lembranças que façam fundo aos novos romances, aos que virão em suas vidas.
Então, num momento seguinte, um culparia ao outro por suas fraquezas e aquela canção que ouviam juntos, ficaria cada vez mais distante. Então ele lhe diria que talvez fosse melhor caminhar sozinho, e ela o chamaria de covarde por isto. E sem entender seus medos, abririam suas garrafas de vinho, dariam nomes a seus ruídos internos, os chamariam de dramas e se sentiriam resignados, dizendo a sua própria mente, que foi melhor assim...
E acabaria realmente o sentido de suas piadas tolas, aquelas que só os dois entendiam, ainda que os dias tenham sido mais bonitos, ainda que os sorrisos tenham sido livres, ainda que seus corpos tenham se entendido, ainda que que as canções ouvidas, a partir de agora, venham a sair do tom... mesmo que eles tenham aprendido que amar, era de uma outra forma: era daquele jeito que não doía, como nos filme de amor brega que costumavam assistir juntos... Que poderia ser sonho sem ter havido planos...ainda assim, mesmo sentindo ao final da tarde que o dia inteiro não lhe valeu apena, talvez eles pensem agora, que o ritmo de suas batidas sejam realmente diferentes, e que por tanto, tal compasso não valesse mais apena ser tentado.
Eles olharão para o céu de lugares distantes agora, e vão pensar conseqüentemente que poderiam ter feito mais e melhor, mas será tarde, talvez eles pensem que se pudessem ter se encontrado mais cedo, sem tantos ruídos, sem os discos arranhados, quem sabe a canção poderia continuar tocando ao fundo...das ruas antigas, do quarto apagado, dos corações em brasa...
Ele também achou, que cercado de experiências, os sinais de suas mágoas ficariam menos perceptíveis, então contou pouco sobre si mesmo, entristeceu-se por isto, mas não conseguiu fazer diferente, carregou-a, foi gentil, mas sabe que foi pouco e não teve mais para dar...
Ela ficou, quis ter o melhor que podia dele, exigiu, brigou, mas ao final, fraquejou, as mágoas também nasciam dela...
A vida passa mais devagar, as cores se misturam, o disco vai e volta, e não há mais sinal, apenas suspiros que tentam vencer a madrugada de corações que agora batem solitários até o amanhecer... até que forjem uma nova tentativa, até que consigam esquecer os erros, até que não sintam mais saudades, até que as canções sejam apenas lembranças que façam fundo aos novos romances, aos que virão em suas vidas.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Inspiração
Hoje fiquei pensando nesta coisa de inspiração. Quando é que algo toma forma dentro da gente e nos revira, nos atormenta tanto que acaba por ser impossível ficar com isto ou aquilo guardado. Ontem percebi o quanto damos formas aos sentimentos, hora nos podando, hora esbravejando e pondo tudo fora, mas será que há um termômetro em nossa cabeça que nos avisa que chegou o momento? De criar, de sentir, de se deixar gostar, de perder medos, de voltar, de pedir socorro? Quando será que a coisa toda acontece... Eu não sei e também não faz muita diferença. Inspiração então é como um sentimento que de repente nasce, agente põe pra fora com ou sem melindre, correndo risco de que alguém não goste...enfim, eu disse eu te amo, e a mim pareceu como arte, e quando ouvi a resposta cantou feito poesia na minha mente, no meu corpo, no meu ventre, eu não estou inspirada é nada, estou encharcada de amor e tesão, fazendo manha, brincando nos espelhos, estou afogada de fantasia, estou sonhando de pés descalços. Me leve para sempre, ou por alguns dias, por quanto durar, pela eternidade, só notei quando realmente amava alguém, quando não pude nem pensar em sua ausência, quando vi que o mundo poderia acabar ali por que ele estava ao meu lado, pra não ficar melosa demais acho que fico por aqui, flanando um pouco, te cheirando...
Assinar:
Comentários (Atom)