Tecer-me livremente por palavras, gritos sentidos, choros que não calei, declarações por fazer, versos que li, coisas assim...
Entre
E ai puxe a cadeira, sente nas paredes, aqui tudo é permitido, menos palavrão, pelo menos você não, de resto fique a vontade...
terça-feira, 5 de novembro de 2013
insônia
Estava tudo indo perfeitamente bem entre nós dois no inicio da noite...
Ele me querendo e eu dando um tempo, sei como ele é temperamental...
Fiz um pouco de charme...
Pois bem, entramos num acordo lindo, nos entendemos pacificamente e cheguei até a construir sonhos nesta união premente...
Mas como sempre tem acontecido, começamos uma pequena discussão silenciosa e aos poucos fui despertando, enquanto ele me deixava sozinha mais uma vez na cama ...
Pensei: não adianta ... e vim escrever este desabafo: sono seu maldito, cadê filho de uma puta?
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
domingo, 6 de outubro de 2013
o amor em mim
Eu te amo
Dentro de todas coisas belas e sujas que existem em mim...
Meu corpo caminha estranho agora...sente falta de como delineávamos a noite juntos...Por isto te amo de corpo presente, dolorido e as vezes ausente...
Amo-te apesar de ter negado as flores que lhe havia ofertado
Espero-te a noite, apesar de todos os desencontros, forçados ou quistos, que tivemos nesta vida... Apesar de todas as formas de despedidas que experimentamos...
Amo-te mesmo quando meu corpo não quer estar presente...
Amo-te por poros e bocas, por seios e receios.
Amo-te por que me falha o juízo, e porque é sem compromisso e sempre o espero voltar
e por conta de toda lembrança pulsante que torna minha necessidade latente, desejo-te imoral e indecentemente ...
Você gera vida em meus olhos, mesmo quando a toma de meus lábios, pernas e mãos... te amo em vacilo ainda por que, até mesmo nisto o preciso perto para que eu possa te odiar e sentir falta de como eu te insuporto . E como te invento, em como eu me devoro, palavra por palavra só pra poder te lembrar : eu temo, eu sofro, eu tremo e eu amo você. E não sei amar de qualquer outra forma que não seja assim...
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Quando chega a hora de ir embora...
- Mas eu não te amo...não teria um filho contigo, eu não deveria estar aqui.
- Então você não quer mais ficar comigo? perguntei de forma desistente.
- Não foi isto que eu disse, tenho prazer em ficar contigo, mas não sinto nada nem por você, nem por ninguém...
Então parei e pensei: que pena...eu sabia disso. Eu nem queria ficar em sua vida, queria que isto acabasse logo pra eu ir viver outras coisas sem o peso de ter decidido errado. Você não disse mais nada, te beijei antes de sair...te beijei no rosto pra não ficar intimo, depois chorei o caminho todo, um chorinho quieto e amuadinho...não falei nada mais sobre nós...eu queria esquecer tudo aquilo do intenso ao dolorido.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
eu gosto disto
"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os que fogem ao padrão. Aqueles que veem as coisas de um jeito diferente. Eles não se adaptam às regras, nem respeitam o status quo. Você pode citá-los ou achá-los desagradáveis, glorificá-los ou desprezá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram adiante a raça humana. E enquanto alguns os veem como loucos, nós os vemos como gênios. Porque as pessoas que são loucas o bastante para pensarem que podem mudar o mundo são as únicas que realmente podem fazê-lo."
Jack Kerouac
Ei t
"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando[...] Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada. Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro... "
Clarice Lispector
passando pelo amor...
Acho muito difícil falar do que não sentimos. Criar algo do vazio é tarefa para deuses. Eu sinto muito amor e por isto escrevo sobre ele. Eu sinto muito amor e sinto o tempo todo. Sinto amor pelas pessoas que chegam de repente e me deixam o dia mais feliz. Tenho amor por pessoas que são demasiado humanas e consequentemente me humanizam apenas pelo brilho que a simples existência delas pode permitir. Tenho amor pelo abraço de minha mãe. Pelo cuidado de meus irmãos. Tenho amor pela companhia sagrada de meus leais e sinceros amigos. Tenho amor pela canção de amor que me enche os olhos de lágrimas e amarrota meu coração de todo o tipo de saudade. Tenho amor pelo dia de sol e pela noite fria. Tenho amor pelos sujeitos que deliram em seus corpos e mentes, e acreditam profundamente que poderão mudar o mundo, tenho mais amor ainda quando estes mesmos sujeitos passam a fazer todo tipo de atitude honesta para mudar este mundo de gente tola, injusta e insana. Tenho um profundo amor pelas crianças e por seus gestos sinceros de carinho. Mamãe dizia que enquanto nascessem crianças no mundo, ele nunca acabaria. Isto diminuía muito meu medo de que o mundo deixasse de existir um dia. Tenho amor pelo som do mar a noite e como ele me enche de paz de espírito. Tenho amor pelos casais de namorados que se respeitam e deixam as paisagens de parques mais bonitas e as filas dos cinemas menos tediosas...tenho um amor imenso pelas pessoas de alma pura, de sorriso fácil, que parecem com chocolate quente em noites de inverno, afagam só por estarem perto. Amo o bom humor, o dar risada até perder o fôlego. Amo o amor louco de pessoas que amam sem nenhum juízo, sem critérios definidos. Amo a sensibilidade, a paixão, o tesão. Amo uma pele certa, um olhar firme, um tom de voz intenso, um certo abraço apertado. Talvez ele nem entenda nada de amor, assim como eu, mas está combinado que amamos este estar junto a toa varando madrugadas e dias, despidos de pudores e valores próprios, por segundos nos amamos e continuamos indo em frente e eu amei também que ele tenha pelo menos vindo, que ele tenha se lembrado, que ele tenha me escolhido.
"as pessoas não morrem, ficam encantadas..." Guimarães Rosa
Estive pensando, por vários dias, no quanto eu não sabia sobre a morte...Bem, ela se foi e eu não tive mais medo...eu já sei que o nome disto não é saudade. Eu já sei que vou me lembrar das tardes quentinhas em que ela fazia doces e bolinhos. Eu tenho a voz dela em minha cabeça e apesar da quantidade de tempo em que estive longe, sei exatamente como era e sei que vou me lembrar dela sempre.
Eu inventei um jeito de recordar as coisas que são doloridas. Ficarei com a lembrança dela por todos os anos da minha vida, virei até aqui, lerei tudo que escrevi quando ela se foi,colocarei uma música bonita e vou chorar. Depois vou pegar minha vida e toca-la em frente, até o dia que em que me der saudades de novo...
Eu sei que isto não é nada muito bonito, mas sou eu que preciso encontrar meu sentido pra isto tudo...como aquele garotinho do filme "Tão forte e tão perto"...Eu sinto o cheiro dela e penso no som que a voz dela fazia...penso em seu corpo arrastando os chinelos pela casa...o gosto que tinha seu macarrão. E tudo causa uma sensação estranha dentro de mim. Ela será lembrada por muitas pessoas por anos a frente...Assim como foi com sua mãe...Assim como será com a minha um dia...Assim é a despedida: uma história que existe no coração de poucos... eu a amava, e isto, só basta.
"Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diacho, ele tem que querer "
Assinar:
Comentários (Atom)